A Redação
Goiânia – Vinte e oito cartas consultas de empresas que pleiteiam recursos para expandirem ou abrirem seus negócios em Goiás nas áreas industrial, de serviços e rural foram aprovadas nesta quinta-feira (9/8) pelo Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO). Ao todo, a demanda por recursos chegou a R$ 239,34 milhões que garantirão a geração de 1.559 empregos diretos.
Entre os principais projetos está o da Geolab Indústria Farmacêutica que pleiteou R$ 122,21 milhões para construir uma nova unidade no Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), onde terá um grande laboratório de pesquisas para novos medicamentos e também para a produção de novos produtos nas linhas oftalmológicas, de remédios de uso prolongado como doenças de Alzheimer e Parkison, do pulmão e outros.
O diretor da Geolab, Georges Hajjar Júnior, disse que que serão investidos R$ 250 milhões na nova unidade do grupo. O empresário lembrou que foi graças ao apoio do Governo de Goiás, através do FCO, foi possível implantar a Geolab em Anápolis no início dos anos 2000. “Hoje já somos uma das 20 maiores empresas do ramo farmacêutico brasileira”, comemora.
Os investimentos empresariais e rural, aprovados pelo FCO nesta quinta-feira serão aplicados nos municípios de Anápolis, Santa Helena, Iporá, Mineiros, Rio Verde, Jataí, Aparecida de Goiânia, Ipameri, Piranhas, Goiânia, Caçu, Paraúna, Palmeiras de Goiás, Itaberaí, Hidrolândia, Montividiu, Itapirapuã e Santa Rita do Araguaia.
O gerente de Mercado de Agronegócios do Banco do Brasil em Goiás, Rodrigo Santos, disse que dos R$ 2,3 bilhões do orçamento do FCO para Goiás mais de 70%, o equivalente a R$ 1,74 bilhão, já foram aplicados, a maioria no setor rural. Mas ele garantiu que, este ano, não faltarão recursos para atender a demanda dos empresários goianos e que o Banco continua acatando todas as propostas. “No fim de setembro haverá um remanejamento dos recursos não aplicados por outros Estados para suprir a demanda daqueles que já estouraram seus orçamentos, como é o caso de Goiás e Mato Grosso”, anunciou.
Nos últimos 20 anos, dos R$ 75,19 bilhões de recursos do FCO, liberados pelo Banco do Brasil, Goiás foi o que demandou mais financiamentos. Aplicou R$ 26,96 bilhões em 427.604 projetos e gerou ou manteve 2,8 milhões de empregos.