Catherine Moraes
Em Goiânia, os bairros Cidade Jardim, Parque Oeste Industrial e Vila Canaã estão sem energia desde as 17h desta segunda-feira (5/12). A causa, segundo a Companhia Energética de Goiás, Celg, é uma falha técnica na subestação Campinas. A companhia garante que técnicos trabalham para resolver o problema, mas não sabe precisar qual o real motivo da falha nem o horário em que o serviço será reestabelecido.
Apagões
A falta de energia não tem sido algo raro na capital. No último dia 30 de novembro, dois semáforos da Avenida 85 ficaram desligados por mais de uma hora e agentes da Agência Municipal de Trânsito (AMT) precisaram fazer o controle do tráfego. Na ocasião, a Celg afirmou que não havia registros de queda de energia nos locais.
Situação semelhante aconteceu no dia 25 de outubro quando vários semáforos desligados deixaram o trânsito tumultuado em Goiânia. Os cruzamentos da Avenida Assis Chateaubriand com Avenida Portugal e Avenida Mutirão com Avenida T-7 foram classificados como os pontos mais críticos pela AMT.
Segundo a Celg, a falta de energia na ocasião foi causada por um defeito na subestação Xavantes que prejudicou 20% da capacidade de fornecimento. Segundo nota de esclarecimento do órgão, o apagão durou cerca de 40 minutos e atingiu parte de Goiânia e as cidades de Inhumas, Nerópolis, Itaberaí, Goiás, Itapuranga, Trindade, Petrolina e São Francisco.
MP pede definição de prazos mínimos
Devido à grande incidência de quedas de energia, o Ministério Público Estadual pediu à Celg a definição de prazos mínimos de restabelecimento de energia pela empresa após apagões. A ação civil pública é de autoria do promotor Murilo de Morais e Miranda, da 12ª Promotoria de Goiânia (com atribuição na defesa do consumidor).
Murilo destaca que as interrupções no fornecimento de energia em Goiás estão ocorrendo de forma repetida e continuada, com o restabelecimento do serviço ocorrendo em prazo superior a três horas. A avaliação é que esse problema decorre da falta de manutenção preventiva no sistema, o que compete à concessionária.
A denúncia também ressalta que a interrupção no fornecimento de energia, além de ferir direitos do consumidor, pode representar risco à vida, à saúde e à segurança.
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