A Redação
Goiânia – O presidente do Sistema da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), deputado federal José Mário Schreiner, participou do evento que celebrou os 70 anos da Faeg, realizado no último dia 28 de maio. Junto com diretores e superintendentes da entidade, ele acompanhou a live que relembrou importantes personalidades que ajudaram a construir a instituição.
“Rendo as minhas homenagens a todos que fazem parte dessa história, ressaltando a atuação dos ex-presidentes Ruy Brasil Cavalcanti Júnior (três mandatos – 1971 a 1978) e João Bosco Umbelino dos Santos (três mandatos – 1992 a 2001). Eles foram peças-chaves para a consolidação da entidade, como também, para o desenvolvimento da atividade agropecuária no estado de Goiás”, destacou José Mário Schreiner.
O presidente comentou sobre o espírito combativo e inovador que a Faeg adquiriu e que contou com a forte atuação de Ruy Brasil. “Foi na gestão de Ruy Brasil que evoluímos muito na capacitação dos trabalhadores da área por meio de cursos de vacinação, encontros sindicais em vários municípios, participações em eventos do setor em outros Estados, levantamento sobre a pecuária goiana, incentivo para a criação da Cooperativa Industrial de Carnes e Derivados (Goiás Carne) ”, enumerou.
Ele disse que, em 1973, a Faeg conseguiu equilibrar sua receita e triplicou a quantidade de contadores habilitados, regularizando 41 sindicatos filiados. Na época, a federação reivindicou, junto ao governo federal, assistência técnica e financeira na política de pecuária de corte para evitar o desabastecimento. “Ruy também buscou soluções para a pecuária leiteira, além de campanhas educativas, apoio técnico e financeiro para prática de confinamento, dentre outras melhorias. Avanços que refletem até hoje na atividade rural”, enfatizou.
“A Faeg está em mãos de uma liderança política e classista importante que é seu atual presidente Zé Mário e diretores, que garantirá para nós um papel de destaque no desenvolvimento do país”, retribuiu Ruy Brasil.
A federação também obteve importantes conquistas na gestão de João Bosco Umbelino, como a sanção da lei que regulava a obrigatoriedade da prévia inspeção e fiscalização dos produtos de origem animal produzidos em Goiás e destinados ao consumo. Com isso, os produtores passaram a ser independentes, sem se submeter aos preços e às vontades da indústria.
De acordo com o presidente, foi entre 1990 e 1993, que diante da dificuldade do produtor rural, devido ao elevado custo dos seus financiamentos e condições, que João Bosco buscou articulações.
“Goiás coordenou o movimento nacional a favor da agricultura, chamando a atenção do governo para a melhora dos preços, qualidade do produto e pelo estabelecimento da política de preços mínimos e renegociação de dívidas dos produtores com os bancos. Em sua gestão, a federação trabalhou na organização da produção leiteira. Nesse período, a produção de leite em Goiás cresceu 82%, e o Estado se tornou o segundo no Brasil em pecuária leiteira, atrás apenas de Minas Gerais”, relembrou o presidente.
Para João Bosco Umbelino, “o legado que fica nesses 70 anos de Faeg é que ela foi protagonista, ativa, parceira e motivadora da construção e do crescimento do agronegócio do Centro-Oeste”.
Transformação
Schreiner enfatizou que a realidade dos trabalhadores do campo foi transformada. “Por isso, ao resgatar essa trajetória, enalteço o espírito combativo que sempre norteou a Casa do Produtor. Ao lado do Senar, sindicatos rurais, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária (Ifag), mudamos a realidade do produtor rural”.
Zé Mário destacou as importantes conquistas da Faeg, nos dias de hoje, que são 670 mil trabalhadores capacitados pelo Senar Goiás, 516 mil atendimentos médicos gratuitos e ações de cidadania levadas à população rural, assistência técnica para 4,4 mil pequenos produtores de leite, redução da criminalidade do campo com o patrulhamento rural georreferenciado, além de 2,5 milhões de beneficiados pela inserção do Programa Agrinho nas escolas. “Pensando no futuro, criamos o Campo Lab – hub de inovação com soluções digitais para o agro e Faeg Jovem”.
“São sete décadas plantando lutas, defesas, união e, junto com cada produtor, colhemos valorização, conquistas, desenvolvimento e reconhecimento. Sigo orgulhoso em liderar essa instituição à altura da força do homem do campo”, ressaltou Zé Mário.
O presidente da Faeg finalizou elencando os importantes desafios que ainda têm pelo caminho como logística, conectividade no campo e sucessão familiar. Mas reiterou seu compromisso de trabalhar e cooperar "com o futuro da nação que alimenta o mundo".