A Redação
Goiânia – Marco Archer, o brasileiro executado na Indonésia no último dia 18 de janeiro, morreu sem receber extrema-unção, informou o padre Charles Burrows no último domingo (22/2). O clérigo concedeu entrevista ao jornal australiano The Sydney Morning Herald e afirmou que Marco foi arrastado de sua cela aos prantos.
Charles teria sido chamado para confortar o brasileiro em seus últimos minutos, para realizar os rituais de extrema unção e penitência, mas sua entrada na ilha não foi permitida.
"Eu dizia a eles que queria estar lá. Os guardas foram muito educados, mas o procurador não me deu a carta para entrar na ilha. A embaixada brasileira ficou muito chateada. Me disseram que ninguém se dispôs a cuidar dele", explicou.
O padre ainda explicou que normalmente há um momento em que um ministro ou líder espiritual pode consolar o prisioneiro. "Ninguém consolou Marco", ressaltou Charles.
Católico, Marco Archer foi arrastado de sua cela gritando por ajuda. Conforme afirmou o padre, o brasileiro chorou até seus últimos momentos e chegou a defecar em suas roupas.
Marco foi fuzilado, após ser preso em 2003 no Aeroporto Internacional de Jacarta, por tráfico de drogas. Ele tinha 53 anos e trabalhava como instrutor de voo livre.
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