A Redação
Goiânia – A terceira edição da Feira de Negócios e Soluções para a Indústria Goiana (Expoind) terminou quinta-feira (29/10) com novos contratos, contatos comerciais e perspectivas de expansão para empresas fornecedoras do setor industrial. Realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), de 27 a 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia, a feira reuniu mais de 80 expositores de produtos, serviços, equipamentos e tecnologias, aproximando fornecedores e potenciais clientes em um ambiente voltado à geração de negócios.
Para o presidente da Fieg, André Rocha, a Expoind reflete o dinamismo da indústria goiana e a importância de fortalecer as conexões entre os diferentes segmentos da cadeia produtiva. “Ver 100% dos estandes comercializados e mais de 80 marcas reunidas neste espaço é a prova de que a indústria goiana não para de crescer e inovar. Essa força é fruto da união entre matéria-prima, capital humano e uma cadeia de fornecedores que movimenta nossa economia”, destacou o presidente durante a abertura do evento.
Realizada dentro da programação da Ficca Goiás – Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio, com entrada gratuita, a Expoind reuniu empresas de diferentes segmentos. A proposta foi conectar a indústria a fornecedores de insumos, ferramentas, equipamentos, soluções tecnológicas e serviços que fazem parte do processo produtivo.
A importância desse mercado é expressiva. Segundo a Pesquisa Industrial Anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os custos das operações industriais no País somaram R$ 3,6 trilhões, valor superior à metade da receita líquida de vendas do setor, de R$ 6,8 trilhões. Os números ajudam a dimensionar o potencial de negócios entre fabricantes e fornecedores.
Contatos que viram negócios
Para quem participou da feira, os resultados foram além da exposição de produtos. Presente pela segunda vez na Expoind, a Pura Engenharia Sustentável aproveitou o evento para apresentar soluções voltadas ao tratamento de água e efluentes industriais e domésticos. A empresa atua desde a elaboração de projetos até a fabricação, instalação, consultoria e treinamento.
Segundo Túlio Salatiel Cintra, um dos responsáveis pela empresa, a participação contribuiu para ampliar o reconhecimento da marca entre potenciais clientes. “Tivemos contatos aqui durante os dias da feira, acredito que possa surgir, sim, negócios”, afirmou.
Estreante na Expoind, a goiana Comasp Ferramentas já contabilizou resultados comerciais durante os três dias de programação. Especializada em produtos para manutenção, reparo e operações industriais, a empresa oferece equipamentos de proteção individual (EPIs), ferramentas, parafusos e materiais para soldagem.
Para o gerente Leonardo Toledo, a feira abriu portas para novos clientes e ajudou a fortalecer a presença da marca no mercado. “Fizemos vários contatos, inúmeros negócios fechados aqui, então está indo muito bem”, avaliou.
A diversidade de soluções apresentadas também refletiu as mudanças nos processos industriais, com destaque para tecnologias de automação, inteligência artificial, eficiência energética e sustentabilidade. O estande do Sistema Fieg apresentou serviços, oportunidades de qualificação profissional e aplicações de robótica, realidade virtual e aumentada e impressão 3D.
A programação incluiu ainda sessão de negócios nacional, que aproximou empresas com demandas e produtos complementares. Foram 49 participantes e 2.352 encontros comerciais, com expectativa de movimentar R$ 11,4 milhões nos próximos 12 meses.
A Expoind também recebeu o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, com apoio do Sebrae. As rodadas de negócios internacionais reuniram compradores de seis países e geraram expectativa de US$ 15,5 milhões em negócios, ampliando as possibilidades de acesso da indústria goiana a novos mercados.

13º Eice projeta US$ 15,5 milhões em negócios e abre novos mercados para a indústria goiana
A indústria goiana encerrou o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice) com expectativa de movimentar US$ 15,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses, resultado quase 20% superior ao registrado na edição anterior. Realizado nos dias 27 e 28 de outubro, durante a 3ª Expoind, no Centro de Convenções de Goiânia, o encontro reuniu 10 empresas compradoras de seis países e 44 empresas vendedoras, em 155 reuniões comerciais.
Promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), com apoio do Sebrae, o Eice aproximou indústrias goianas de compradores estrangeiros interessados em produtos fabricados no Estado. A iniciativa busca facilitar a entrada de pequenas e médias empresas no comércio exterior e ampliar as oportunidades de exportação.
Para a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, um dos principais diferenciais do encontro é permitir que empresários negociem diretamente com compradores internacionais sem precisar viajar ao exterior. Além da aproximação comercial, os participantes contam com tradutores e suporte técnico da equipe da Fieg.
“A gente traz essa oportunidade para o empresário que não tem essa disponibilidade. É um momento para encontrar um comprador internacional no seu próprio país, no seu próprio estado”, explicou.
As rodadas reuniram empresas de diferentes segmentos, especialmente alimentos e bebidas, cosméticos, vestuário e móveis. A programação também incluiu visitas técnicas a indústrias, permitindo que os compradores conhecessem os processos produtivos e a capacidade de fornecimento das empresas goianas.

Produtos goianos conquistam interesse internacional
Entre os compradores participantes, Carlos Cedrón, da CCD Representaciones, empresa peruana especializada em assessoria comercial, importação e distribuição, buscou fornecedores do setor de alimentos. Snacks, açaí e kombucha estavam entre os produtos que despertaram seu interesse.
“Produtos interessantes, de muita qualidade, e por isso estou aqui buscando algum para ir para o Peru”, afirmou o empresário.
Para Viviany Machado, coordenadora de Negócios Internacionais da Mendes Alimentos, as rodadas representam uma oportunidade de ampliar a rede de contatos e aproximar empresas goianas de mercados com potencial de crescimento, especialmente na América Latina.
“Para quem está começando, a América Latina realmente é o nosso quintal. São países parceiros e a interação é muito fácil de ser entendida, muito mais rápido para o negócio de ser concretizado”, destacou.
A proximidade geográfica e as relações comerciais entre os países latino-americanos favorecem a busca por novos clientes, especialmente para indústrias que estão iniciando suas operações de exportação.
Goiás amplia presença no comércio exterior
O resultado do Eice acompanha o desempenho positivo das exportações goianas. Segundo levantamento da Fieg, de janeiro a setembro de 2026, Goiás exportou US$ 10,704 bilhões e importou US$ 4,461 bilhões, acumulando superávit de US$ 6,243 bilhões na balança comercial. O desempenho coloca o Estado entre os dez maiores exportadores brasileiros.
Apesar dos números, ampliar a diversidade de produtos e destinos comerciais continua sendo um desafio. Atualmente, o complexo soja e o setor de carnes concentram grande parte das vendas externas goianas, enquanto pequenas e médias indústrias buscam ampliar sua participação no mercado internacional.
Nesse contexto, o Eice contribui para aproximar empresas de compradores, reduzir barreiras comerciais e abrir caminhos para novos contratos. A expectativa de US$ 15,5 milhões em negócios reforça o potencial da indústria goiana para conquistar clientes fora do Brasil.
