Renata Santos
Especial para o jornal A Redação
São Paulo – Saúde visual e informação para combater a pirataria e evitar doenças como a catarata – OMS estima aumento de 20% de casos de catarata causados por exposição excessiva aos raios UV -, avanços tecnológicos favorecidos pela IA e empenho por avanços na legislação no Senado movimentam a Expo Ótica 2026.
O maior evento do setor ótico da América Latina começou ontem (8/4) e, até sábado (11/4), movimenta a Expo Center Norte, em São Paulo, e reúne mais de 140 expositores de todos os estados.
Segundo Ambra Nobre Sinkoc, diretora executiva da Abiótica, o ano começou com crescimento do setor em 3%, em relação a janeiro de 2025 (em janeiro o faturamento dos pontos de venda foi de R$ 2,58 bilhões.
“A nossa luta continua e esperamos crescer 5,2% este ano, mas o foco será maior em estratégia e qualidade agora. O mercado está inundado de produtos falsificados e de baixa qualidade, que não protegem os olhos contra radiação ultravioleta e também antecipam doenças, doenças oculares”, diz.
Ela ressalta ainda que o uso de óculos sem proteção causa danos como a catarata. “De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 51% dos casos de cegueira no mundo são causados pela catarata.
Na Expo Ótica, os debates e palestras alertam a importância de mostrar para a sociedade que a compra de óculos solares só deve ser feita em óticas. Em Estados como Paraná e São Paulo leis estaduais proíbem a venda de óculos solares e de receituário no comércio ambulante.
De um total de 106,5 milhões de óculos que são vendidos por ano no Brasil, 44 milhões são óculos de sol e, apenas 7,88 milhões são óculos solares legais. Para Ambra Sinkoc, a metade de óculos consumidos são produtos falsificados e de origem ilegal, perda bilionária para empresas e receita federal.
“A possibilidade de que as pessoas adquiram produtos danosos para sua saúde é enorme e, por isso, temos de combater a pirataria e a ilegalidade”, destacou a diretora executiva da Abiótica.
Ela informou que o setor ótico emprega mais de 190 mil pessoas, 71.226 pontos de venda. No ano passado foram abertos mais de 5.885 PDVs. Em 2024, o setor registrou R$ 27 bilhões em vendas, maior que os R$ 26 bilhões do ano anterior. Em 2025 o setor faturou R$ 25.2 e, para Ambra, a expectativa é faturar R$ 29,4 bilhões de reais este ano. “Essa é a nossa meta e as empresas precisam se adequar para a nova realidade que exige movimento”, explica.
Lentes importam – Déborah Mechi, executiva de uma multinacional japonesa falou que os investimentos, além das inovações em lentes oftálmicas, agora são para conscientizar o público sobre s importância de comprar óculos “sem primeiro olhar e escolher a armação mais bonita e preferida”.
Totens com jogos interativos sobre benefícios de informar perfil de consumidores – como aquele que trabalha mais no sol ou passa horas diante do computador – utilizam ainda de inteligência artificial para questionários personalizados para escolha da lente ideal para cada pessoa e necessidade específica.
