São Paulo – Os dois jovens atiradores que invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, tinham sido alunos da instituição e isso pode ter facilitado a entrada deles no local pelo portão da frente, que estava aberto. De acordo com informações da Secretaria da Segurança, um dos criminosos, o adolescente de 17 anos, estudou na escola até o ano passado e foi recebido pela coordenadora Marilena Ferreira Vieira Camargo. Segundo a polícia, ela teria sido a primeira vítima da dupla.
Velório
O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, esteve na Escola Estadual Raul Brasil na tarde desta quarta e informou que deverá ocorrer um velório coletivo na Arena Suzano. Ele lamentou a tragédia e destacou que a Guarda Municipal realiza rondas escolares, com o apoio da PM, mas o serviço não cobre todas as unidades.
Apoio
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou dois psiquiatras e um psicólogo para dar apoio no atendimento às famílias e demais envolvidos na ocorrência, atuando em conjunto com a equipe do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) de Suzano. Os profissionais darão suporte no próprio Caps e a pasta está em contato permanente com a Prefeitura.
Entre as vítimas da tragédia, duas foram levadas ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. Uma em estado gravíssimo e que chegou ao hospital já em óbito, e a outra está grave, estável e passou por procedimentos cirúrgicos. Um terceiro paciente procurou o "Luzia"com a família e, devido a uma fratura de tornozelo, permanecerá internado e passará por procedimento cirúrgico Uma paciente está sendo assistida pela equipe médica do Hospital Geral de Itaquaquecetuba (Santa Marcelina) e seu quadro clínico é estável. Outros cinco pacientes foram recebidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Três deles estão estáveis; outros dois deram entrada em estado grave, e um deles veio a óbito. (Agência Estado)