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EUA vão trabalhar com atuais líderes da Venezuela se tomarem a 'decisão correta', diz Rubio. (Foto: Reprodução)

EUA vão trabalhar com atuais líderes da Venezuela se tomarem a ‘decisão correta’, diz Rubio

Secretário de Estado cogita manter pressão para garantir interesses americanos

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04.01.2026 - 15:47:45

São Paulo – Os Estados Unidos trabalharão com as atuais lideranças da Venezuela se tomarem “as decisões certas”, segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. As declarações foram dadas em entrevista à emissora americana CBS News neste domingo (4/1), um dia após a operação americana que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Vamos julgar tudo pelo que fizerem, e vamos ver o que fazem”, disse Rubio no programa Face the Nation. “Eu sei o seguinte: se não tomarem as decisões certas, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão para garantir a proteção dos nossos interesses”, acrescentou.

Ao ser questionado sobre a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o chefe da diplomacia americana lembrou “os objetivos” dos Estados Unidos e assegurou que Washington irá “ver o que vai acontecer”. O Tribunal Supremo da Venezuela determinou que Rodríguez assuma a presidência, após a captura de Maduro.

“Queremos que o narcotráfico cesse. Não queremos ver mais gangues chegando ao nosso território. Queremos que a indústria do petróleo não beneficie piratas e adversários dos Estados Unidos, e sim o povo”, insistiu Rubio.

Para o secretário de Estado dos EUA, não era possível trabalhar com Nicolás Maduro. “Trata-se de alguém que nunca respeitou nenhum dos acordos que firmou” e a quem “oferecemos, em várias ocasiões, a possibilidade de deixar o poder”, prosseguiu.

Tropas americanas na região

Questionado sobre o envio de tropas americanas em solo venezuelano, o secretário de Estado descreveu isto como uma “obsessão da opinião pública”, mas, ao mesmo tempo, disse que o governo Trump não descarta a opção.

O republicano apontou que o governo americano manteria uma “quarentena” militar em torno da Venezuela para impedir que petroleiros sujeitos a sanções dos EUA entrassem e saíssem do país, para exercer pressão sobre a nova liderança local.

“Essa medida permanece em vigor e representa uma enorme pressão que continuará existindo até que vejamos mudanças, não apenas para promover o interesse nacional dos Estados Unidos, que é a prioridade número um, mas também para levar a um futuro melhor para o povo da Venezuela”, disse ele durante a entrevista.

O secretário de Estado apontou também que é preciso melhorar a capacidade de extração de petróleo da Venezuela.

“É óbvio que eles não têm capacidade para reativar essa indústria”, disse ele. “Eles precisam de investimento de empresas privadas que só investirão sob certas garantias e condições.”

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez. que se tornou presidente interina no sábado, 3, impressionou o governo Trump por conta de sua gestão das reservas de petróleo da Venezuela, segundo informações do The New York Times. As pessoas envolvidas nas discussões disseram que intermediários convenceram Washington de que ela protegeria e promoveria futuros investimentos energéticos americanos no país.

Após a economia da Venezuela suportar um terrível colapso de 2013 a 2021, Delcy liderou uma reforma favorável ao mercado que havia proporcionado uma aparência de estabilidade econômica antes da campanha militar dos EUA que resultou na captura de Maduro.

Sua privatização de ativos estatais e a política fiscal relativamente conservadora deixaram a Venezuela melhor preparada para resistir ao bloqueio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de petroleiros sancionados carregando petróleo, o sustento econômico do país.

Durante a entrevista, Rubio também apontou que as discussões sobre a realização de eleições na Venezuela eram “prematuras”, com Washington focado em garantir que a liderança remanescente em Caracas implemente mudanças políticas.

“Tudo isso, eu acho, é prematuro neste momento”, destacou Rubio. “O que nos interessa agora são todos os problemas que tínhamos quando Maduro estava no poder. Ainda temos esses problemas que precisam ser resolvidos. Vamos dar às pessoas a oportunidade de lidar com esses desafios e esses problemas”, disse ele. (Agência Estado)

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por Agência Estado

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