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EUA: Pentágono quer US$ 200 bilhões a mais para guerra (foto: reprodução X)
EUA: Pentágono quer US$ 200 bilhões a mais para guerra (foto: reprodução X)

EUA: Pentágono quer US$ 200 bilhões a mais para guerra

Departamento encaminhou o pedido à Casa Branca

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19.03.2026 - 13:48:11

São Paulo – O Pentágono está buscando US$ 200 bilhões em fundos adicionais para a guerra contra o Irã, uma quantia considerável que certamente será questionada pelo Congresso, que precisaria aprovar qualquer novo aporte de verbas.

O departamento encaminhou o pedido à Casa Branca, segundo um alto funcionário do governo, que falou sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais. Questionado sobre o valor em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 19, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, não confirmou diretamente a quantia, dizendo que ela poderia mudar.

“É preciso dinheiro para matar os bandidos”, disse Hegseth.

Mas ele disse: “Vamos voltar ao Congresso e falar com nossos representantes lá para garantir que tenhamos o financiamento adequado.”

Alto preço cobrado é alvo de críticas

Trata-se de um valor extraordinariamente alto, que se soma ao financiamento extra que o Departamento de Defesa já recebeu no ano passado, por meio do amplo pacote de cortes de impostos do presidente Donald Trump. A solicitação precisaria ser aprovada pelo Congresso, e não está nada claro que esse gasto teria apoio político.

O Congresso se prepara para uma nova solicitação de verbas, mas não está claro se a Casa Branca a encaminhou para análise. Os parlamentares não autorizaram a guerra e demonstram crescente preocupação com o alcance e a estratégia da operação militar.

O novo pedido de financiamento foi divulgado primeiramente pelo The Washington Post.

Nesta quinta-feira, a Casa Branca não respondeu a novas perguntas sobre o pedido de 200 bilhões de dólares.

O presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, disse que este é um “momento perigoso” e que “precisamos financiar adequadamente a defesa”.

Questionado se apoiava o valor, Johnson disse que não tinha visto os detalhes, mas “apoio o que for necessário para garantir que o povo americano permaneça seguro”.

Embora a Câmara e o Senado sejam controlados pelo Partido Republicano do presidente, muitos dos legisladores mais conservadores também são defensores da austeridade fiscal, com pouco interesse político em grandes gastos, seja em operações militares ou em outras áreas. É provável que a maioria dos democratas rejeite tal pedido e exija planos mais detalhados do governo Trump sobre as metas e objetivos militares dos EUA.

O deputado Ken Calvert, presidente republicano da subcomissão da Câmara responsável pela supervisão dos gastos com defesa, afirmou que já estava defendendo um projeto de lei de gastos suplementares para permitir que o Pentágono reabasteça seus estoques de munição.

“Isso ia acontecer de qualquer forma, e agora temos esse conflito com alguns custos adicionais. Então, é essa a situação em que nos encontramos”, disse Calvert, da Califórnia, nesta quinta-feira.

“Sei que existem questões periféricas que preocupam as pessoas, mas neste momento, trata-se da nossa segurança nacional e é importante que resolvamos isso”, disse ele.

Mas a deputada Betty McCollum, de Minnesota, principal democrata na subcomissão da Câmara responsável pela supervisão dos gastos com defesa, disse que o presidente levou os EUA à guerra sem consultar o Congresso e que exige mais detalhes.

“Isto não será uma mera formalidade para o presidente dos Estados Unidos”, disse.

Ela disse que o Congresso ainda aguarda que o governo explique onde gastará os US$ 150 bilhões adicionais destinados ao Pentágono por meio da lei de cortes de impostos e gastos de Trump. Também aguarda a proposta orçamentária do presidente para este ano.

“Não estou assinando cheques em branco para o Departamento de Defesa”, disse McCollum.

Negociações sobre o pacote final estão em andamento

Tudo indica que haverá uma batalha monumental no Congresso sobre qualquer novo gasto do Pentágono, que quase certamente precisará do apoio de republicanos e democratas em um pacote bipartidário para superar as objeções e chegar à aprovação.

O valor solicitado representaria um aumento substancial no orçamento anual do Pentágono, que o Congresso aprovou em mais de US$ 800 bilhões para o atual ano fiscal.

Isso se soma aos cerca de 150 bilhões de dólares que o Congresso destinou ao Departamento de Defesa na lei de redução de impostos do ano passado, grande parte para projetos específicos e melhorias gerais nas operações do Pentágono.

Embora alguns dos maiores defensores das Forças Armadas no Capitólio tenham recebido bem os novos gastos como uma forma de reabastecer os estoques de munição e modernizar as capacidades de defesa dos EUA diante das ameaças emergentes, outros certamente apontarão para a saúde e outras necessidades internas que consideram prioridades mais importantes.

A deputada Rosa DeLauro, principal democrata na Comissão de Orçamento da Câmara, disse sobre o custo de 200 bilhões de dólares: “É um absurdo”.

Para forçar a aprovação de um pacote, os líderes republicanos poderiam tentar seguir sozinhos, por meio de um árduo processo orçamentário, ou fazer acordos com os democratas em outras prioridades, o que provavelmente aumentaria consideravelmente o custo total.

O líder da maioria na Câmara, Steve Scalise, republicano da Louisiana, sinalizou que as negociações estão por vir.

“No fim das contas, vamos negociar com a Casa Branca o valor exato”, disse Scalise. “Ainda não chegamos a esse ponto.” (Fonte: Associated Press)

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por Agência Estado

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