A Redação
Goiânia – A estrutura do novo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) terá 180 leitos a mais que o disponível no prédio atual, que conta com 320. Com isso, a unidade hospitalar passará a ter 500 unidades de internação, sendo quatro preparadas para receber cirurgias robóticas. A ampliação também permitirá aumentar a oferta de cirurgias eletivas e também uma estrutura mais moderna para pacientes e profissionais.
Para a aquisição do novo prédio serão investidos R$ 500 milhões. Segundo Daniel Vilela, a primeira parcela, de cerca de R$ 83 milhões, será paga nos próximos dias, e a transição para a nova unidade está prevista para ser iniciada em janeiro de 2027. Com a mudança, os atendimentos do Hugo serão realizados no Conjunto Fabiana, região do Parque das Laranjeiras, em Goiânia. Atualmente, as instalações estão no Setor Pedro Ludovico.
“Nós vamos oferecer o que há de melhor em qualidade e conforto ao cidadão goiano que vai utilizar o novo Hugo. Esse investimento é possível porque hoje o Estado vive absoluto equilíbrio fiscal”, afirmou Daniel.
O governador explicou que a aquisição faz parte do planejamento de médio e longo prazo construído para a saúde de Goiás e ressaltou que a organização das contas públicas permite ao Estado realizar investimentos desse porte sem comprometer as finanças. “Hoje nós temos em torno de R$ 8,5 bilhões em caixa, que foi acumulado ao longo desses anos”, destacou.
A implantação do novo Hugo dá continuidade ao processo de expansão e regionalização da saúde iniciado em 2019. Desde então, Goiás implantou ou estadualizou oito hospitais regionais e ampliou de três para 22 o número de municípios com leitos de UTI, passando de pouco mais de 200 para cerca de 780 leitos. As cirurgias eletivas saltaram de pouco mais de 2,1 mil, em 2018, para mais de 35 mil em 2025. A rede também conta com seis policlínicas em funcionamento, além de novas unidades previstas para Campos Belos, Mineiros e Mozarlândia.
Daniel ressaltou que o próximo passo é avançar ainda mais no acesso, na qualidade da assistência e no uso de tecnologia. Após a transferência dos serviços para o novo Hugo, o atual prédio será reformado para receber o Hospital da Mulher, ampliando novamente a estrutura especializada disponível à população.
A capacidade de ampliar os investimentos, é resultado da recuperação fiscal promovida desde 2019. O governador lembrou que a atual realidade é diferente daquela encontrada no início da gestão de Ronaldo Caiado, quando Goiás acumulava R$ 6 bilhões em dívidas de curto prazo com mais de 4 mil fornecedores. “Então, hoje, é um momento completamente distinto, diferente da realidade que o governador Caiado assumiu em 2019”, afirmou.
Esse equilíbrio também garante a continuidade dos investimentos em outras áreas. Goiás mantém mais de 800 obras em execução, incluindo 81 intervenções rodoviárias. Para Daniel, a estratégia é concluir os projetos em andamento e abrir novas frentes de trabalho de forma responsável. “Você tem que planejar o futuro exatamente dentro de uma responsabilidade fiscal”, reforçou em sabatina realizada pela Rádio Positiva.
