Adriana Marinelli
Goiânia – "Estamos presos em casa acompanhando o noticiário. Não podemos sair enquanto a situação não for resolvida. Todos os acessos estão bloqueados e as ruas estão tomadas por policiais". É o que afirma a brasileira Priscila Ferreira, do Rio de Janeiro, que mora há dez meses em Munique, Alemanha, onde o centro de compras Olympia-Einkaufszentrum foi alvo de um atentado a tiros nesta sexta-feira (22/7).
Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, Priscila, que mora com o marido na cidade alemã, conta que esteve no shopping pouco tempo antes do local ser invadido pelos atiradores que deixaram pelo menos oito mortos e vários feridos. "Vou lá todos os dias", disse.
De acordo com Priscila, a polícia local fala em três suspeitos, sendo que antes do ataque aos clientes do shopping, um deles atirou contra pessoas que estavam em frente a uma unidade do MC Donald's. "Todas as outras unidades do MC Donald's estão monitoradas pela polícia de Munique, que está recebendo ajuda de policiais de cidades vizinhas e do serviço especializado da GSG 9 der Bundespolizei", explica.
"As ruas estão vazias. Várias pessoas estão sendo abrigadas na casa de desconhecidos porque a polícia quer que as vias estejam livres para que o trabalho seja realizado com mais agilidade", acrescenta.