Kamylla Rodrigues
Goiânia – “Estamos digerindo a proposta e vendo como ela pode afetar o setor sem intervir nos investimentos que já estão previstos”. A afirmação é do diretor-executivo da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Edwal Portilho, sobre a proposta do governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) de reduzir incentivos fiscais.
Caiado participou, na manhã desta quinta-feira (22/11), de uma reunião com a Adial e empresários. Na ocasião, ele propôs redução de incentivos fiscais a 13 segmentos, com impacto de R$ 1 bilhão por ano. Entre os segmentos que perderiam incentivos estão o automotivo, laticínios, etanol e açúcar e frigoríficos.
Para Edwal, não há necessidade imediata da redução dos incentivos, uma vez que, segundo ele, a arrecadação de ICMS só cresce. “Goiás é o 9º no ranking do PIB e o 8º na lista de estados que arrecadam esse imposto. Nós produzimos muito. 70% do que é produzido é exportado. Então, não acho que os incentivos têm prejudicado o caixa do Estado”, ressaltou.
O diretor-executivo afirmou que a repercussão do setor produtivo não foi boa, mas que o governador eleito mostrou disposição para diálogo. “Vamos analisar o projeto e propor ajustes. Estamos trabalhando para estabelecer uma estratégia para que o governo evite perder investimentos”, concluiu.
O Jornal A Redação procurou a assessoria de Caiado, que recomendou a reportagem procurar o deputado estadual Lívio Luciano, relator do projeto de lei da convalidação dos incentivos e aliado do democrata. O parlamentar não retornou as ligações da equipe.