Roberta Rodrigues
Goiânia –
A Secretaria de Governo do Estado de Goiás (Segov) divulgou nesta segunda-feira (4/2) um levantamento referente aos convênios do Programa Goiás na Frente (GNF).
Diante dos dados, o secretário de Governo, Ernesto Roller, afirmou que "o governo não dispõe de recursos para dar continuidade ao Goiás na Frente”.
Roller disse que o governo vai discutir com os municípios possíveis soluções para o programa. “Solicitamos que a equipe de economia faça um levantamento para que possamos ter uma resposta formal da real situação financeira de Goiás. O próximo passo será conversar com os prefeitos de cada município e discutir opções individualmente”, concluiu.
O secretário explicou ainda que o levantamento será encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e, após receber as informações da Secretaria da Fazenda (Sefaz), o governo poderá dar uma resposta precisa quanto à continuidade do programa.
Dados
O levantamento realizado pela Segov apontou que dos 395 convênios firmados com 221 prefeituras, apenas quatro cidades receberam o repasse do valor integral acordado. De todos os contratos, somente 34,5% do montante total de R$ 500 milhões foi efetivamente pago. O impacto negativo apontado pelo levantamento é de 312 obras paradas em todo o Estado.
Um dos maiores convênios firmados pelo programa foi com o município de Goiânia, para a ampliação da Avenida Leste-Oeste, no total de R$ 35 milhões, mas segundo o levantamento não houve repasse. O secretário de Governo afirmou que “o convênio da Leste-Oeste, assim como os outros que não tiveram repasses, serão automaticamente cancelados”.
O programa Goiás na Frente, lançado em março de 2017, celebrou mais de R$ 500 milhões em convênios com as prefeituras,sendo que R$ 166.128.532,47 foram pagos. Do total dos convênios, 45 sequer foram iniciados.