Ludymila Siqueira
Brasília – Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) participou de debate sobre o cenário de negócios, economia e segurança pública durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta segunda-feira (22/6), em Brasília.
O foco do evento foi debater, junto aos presidenciáveis, melhorias e perspectivas para o setor industrial. A reportagem do jornal A Redação acompanha o evento, do qual também participam o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). De acordo com a CNI, o presidente Lula foi convidado, no entanto, não confirmou participação.
Flávio Bolsonaro concentrou suas declarações na segurança pública, que classificou como uma das áreas mais importantes e, segundo ele, uma das mais ineficientes do Brasil.
“Estas eleições não são sobre Bolsonaro e Lula, mas sobre o que é preciso ser feito para mudar o Brasil”, disse ao abrir seu discurso.
Apesar da declaração, seu discurso foi pautado por comparações entre o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ainda sobre segurança pública, o senador afirmou que uma de suas prioridades será classificar as facções como “terroristas”, com mudanças no Código Penal.
Flávio Bolsonaro não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a “insegurança jurídica” tem afastado investimentos do país.
Economia
Flávio Bolsonaro afirmou que o país deve acelerar a política fiscal. Crítico da reforma tributária aprovada em 2023, ele afirmou que a carga tributária dificulta os investimentos e o desenvolvimento do país. “O Brasil virou um país de correntistas”, afirmou.
O pré-candidato ainda defendeu uma nova reforma tributária simplificada e pregou a suspensão da que foi aprovada recentemente.
Meio ambiente
O senador criticou a política ambiental, atribuindo às atividades fiscalizadoras o rótulo de “burocracia”. Minimizou as questões climáticas e a importância da preservação ambiental, sobretudo da vegetação nativa.
“Se quiser construir um hotel, por exemplo, e gerar empregos, não há por que tanta burocracia. Os indígenas vão poder fazer o que quiserem com as terras deles”, disse, novamente apoiando-se no governo de seu pai.
