Catherine Moraes
A enfermeira Zenilde Cândida Ferreira foi indiciada pela Polícia Civil de Inhumas por gerenciamento indevido de lixo hospitalar do Hospital Nossa Senhora das Graças. O relatório final foi enviado nesta terça-feira (13/9) ao Poder Judiciário pelo delegado do município, Humberto Teófilo de Menezes Neto. O hospital foi procurado, mas informou que Zenilde está de folga e que não havia ninguém para falar sobre o assunto.
No último dia 8 de agosto, a Polícia Civil de Inhumas visitava ferros velhos na cidade quando encontrou lixo hospitalar em um depósito de reciclagem. Entre os objetos, frascos de soro, seringas, escalpes com esparadrapos sujos com sangue, fraudas geriátricas sujas com sangue, lençóis descartáveis, além de vários documentos com timbre do Hospital Nossa Senhora das Graças.
O proprietário do depósito, Osvaldir Alves de Jesus, foi detido por ser responsável pelo estabelecimento, mas foi liberado após pagamento de fiança. Inicialmente ele alegou desconhecer a origem do lixo hospitalar e afirmou ainda que o rejeito é impróprio para reciclagem e que estava lá há cerca de uma semana.
Investigação
Quando o lixo foi encontrado, foram acionadas a Vigilância Sanitária e a Secretaria de Saúde de Inhumas para vistoriar o material. O estabelecimento alegou que incinera todo o lixo produzido. Ainda assim, foi obrigado a retirar os rejeitos do local para posterior incineração.
Após 45 dias de investigação, a polícia constatou que a enfermeira Zenilde Cândida, que era responsável pelo gerenciamento do lixo hospitalar, não adotou medidas de precaução para o devido armazenamento do rejeito hospitalar, o que causou riscos de dano ambiental e a saúde pública, pois o referido material estava ao lado de uma horta da cidade.
A enfermeira foi indiciada por crime ambiental (art. 54, §3º, da Lei 9.605/98) com pena que pode variar de um a cinco anos de prisão.