Cleomar Almeida
Os servidores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFG) cruzaram os braços para as aulas, nesta segunda-feira (15/8), reforçando um movimento de paralização que já conta com a adesão de outros 155 campi em todo o País. Na unidade de Goiânia, estão em funcionamento apenas serviços considerados essenciais, como portaria, reitoria e atendimento telefônico, para respeitar a permanência das atividades de pelo menos 30% do quantitativo de trabalhadores, conforme estabelece a Constituição.
A paralisação da unidade do IFG na Capital foi decidida na última quarta-feira (10/8), durante reunião do Sindicato dos Servidores em Instituições Federais de Educação Tecnológica (Sintef) do Município de Goiânia. Os servidores reivindicam reajuste salarial de 15%, em acordo com a reestruturação do Plano de Cargos e Salários, e redução de carga horária de trabalho dos técnicos-administrativos para 30 horas semanais.
Coordenadora do Sintef, Rosane Alverga de Sá afirma que o movimento representa uma luta por maiores investimentos na educação pública, que, defende ela, deve ser de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB). “Todo candidato coloca a educação entre as prioridades no período eleitoral, mas, na verdade, não dão atenção para o setor”, afirma Rosane, que também é professora de Língua Portuguesa do campus do IFG em Goiânia.
De acordo com a professora, a falta de recursos atingem serviços fundamentais para o bom desempenho dos alunos. Ela disse que a biblioteca só fica aberta nos períodos matutino e noturno, porque, segundo afirmou, não há técnicos administrativos para trabalhar à tarde no local. Em Goiânia, mais de três mil alunos estão sem aula, até que haja negociação para terminar a greve, que conta com o apoio da Federação Nacional dos Estudantes no Ensino Técnico (Fenet).