Kamylla Rodrigues
Goiânia – Um objetivo reuniu conselheiros, presidentes de subseções e advogados na noite de segunda-feira (22/5), no San Marino Hotel, em Goiânia: discutir o momento atual da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás. Foi a primeira edição do Movimento Permanente pelo Respeito à Advocacia, que busca avaliar periodicamente questões afeitas ao segmento e ao fortalecimento do Estado Democrático de Direito. Ao final do evento foi assinado um manifesto reforçando os objetivos da categoria.
"Aqui nós debatemos a valorização, o respeito, as prerrogativas, a gestão política, institucional e administrativa e, em especial, a atuação da diretoria e a forma com que ela conduz o conselho. Nós estamos percebendo que a atual gestão se desvirtua da nossa carta programa e nós lutamos por uma OAB participativa. Queremos uma OAB transparente, independente e autônoma", ressaltou o advogado Leon Diniz.
Para Flávio Buonaduce, que disputou as eleições de 2015 na Chapa OAB Forte, a reunião visou alinhar discursos. "A cada dia que passa a nossa profissão tem vivenciado dificuldades e percebemos uma falta de cuidado por parte da instituição. Aqui várias pessoas que têm o mesmo propósito e a mesma preocupação se reúnem efetivamente. Esse distanciamento da instituição acaba reunindo advogados preocupados com o futuro", afirmou.
Durante a reunião, os advogados que pediram a palavra reforçaram que o encontro é um momento histórico, por reunir diversos grupos que, no passado, estavam em chapas opostas, mas que agora buscam os mesmos objetivos. "Aqui o foco é conversar sobre um bem comum, que é a advocacia. Hoje, presenciamos vários integrantes de cada grupo que disputou a eleição anterior, por isso se intitula algo histórico", explicou o advogado Julio Cesar Meirelles.
Eleições 2018
Apesar de não ter se levantado o debate eleitoral no evento, nos bastidores já se fala nas eleições de novembro de 2018. Os entrevistados do jornal
A Redação não apontaram nomes e chapas futuras alegando necessidade de maturidade política, mas afirmaram que a discussão sobre o assunto está ganhando corpo naturalmente diante da insatisfação com a atual gestão da OAB Goiás.
"O que nos converge aqui é o destino da advocacia, independente de coloração política classista", pontuou Leon Diniz. "Estamos mostrando que não existe um projeto individual. Mas sim identidade de pensamento de preocupação. Acomodação de nomes vai acontecendo, mas é algo para o futuro", complementou Buonaduce.
Confira os pontos assinados em manifesto:
– Exigir administrativa ou judicialmente a devida prestação de contas por parte da diretoria do conselho seccional, visando estabelecer a verdadeira transparência da OAB, prometida em campanha;
– Buscar a devida responsabilização administra ou judicialmente em face da utilização da sala da presidência para fins de propaganda eleitoral para vereador e propaganda comercial;
– Fiscalizar e exigir que se estabeleça a moralidade e impessoalidade nas contratações feitas pela diretoria da OAB e da Casag, especialmente para que se dê exclusivamente via de seleção pública ou tomada de preços ficando terminantemente proibido aqueles que tiverem vínculo com os gestores;
– Cobrar da diretoria que honre o compromisso assumido de repassar para as subseções a metade da economia a ser gerada com a transferência do CEL para a Casag, cujo prejuízo anual apresentado foi de mais de R$ 2 milhões;
– Fiscalizar o fiel cumprimento do programa de auxílio às subseções;
– Cobrar o cumprimento da proposta de campanha para o quinto constitucional, cuja eleição deverá passar primeiro pela eleição direta dos advogados;
– Manter aberto o diálogo com toda a advocacia para que a gestão cumpra com o compromisso de ser compartilhada.