Ludymila Siqueira
Goiânia – "Vimos a necessidade de implantar ferramentas tecnológicas para aproximar toda a comunidade escolar e oferecer uma gestão ainda mais completa à Educação de Goiânia, tanto no âmbito administrativo, como também no pedagógico". A afirmação é do titular da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME), Wellington Bessa. Em entrevista exclusiva concedida na sede do jornal A Redação, o secretário explicou que os novos investimentos na área de tecnologia e inovação visam conectar mais os alunos. "Será importante também para ajudar a superar a questão da perda de aprendizagem devido à pandemia da covid-19", completa.
Dentro desse projeto está o "Conecta Educação", que conta com 22 módulos, como o sistema de reconhecimento facial para acesso às unidades escolares da capital. Em sua fase final de implantação, a ferramenta vai funcionar como contagem de frequência de alunos e servidores que fazem parte das 372 escolas da rede municipal de ensino de Goiânia.

Jornalista Ludymila Siqueira e o secretário municipal de Educação de Goiânia, Wellington Bessa (Foto: Caroline Louise / A Redação)
"Imagina, pais, mães ou outros responsáveis podendo acompanhar, de forma remota, as atividades dos filhos dentro das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Ou seja, são investimentos de inovação que permitirão, de forma completamente digital, uma gestão educacional completa, que visa, ainda, uma melhor integração entre a Secretaria de Educação, entre os gestores das unidades escolares e toda a comunidade escolar", pontua o secretário ao frisar que todos os professores e servidores já estão sendo preparados para este novo modelo de ferramentas pedagógicas e administrativas.

À esquerda, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz. Ao centro, aluno do Escola Municipal Presidente Vargas.
À direita, o secretário municipal da Educação de Goiânia, Wellington Bessa. (Foto: Prefeitura de Goiânia)
Lições da pandemia da covid-19
Bessa assumiu o comando da SME em março de 2021, um ano após o início da pandemia da covid-19 no Brasil. À época, as aulas ainda estavam suspensas devido aos altos índices de casos e mortes provocadas pela doença em todo o País. Em razão do distanciamento social, proposto como forma de evitar a propagação do novo coronavírus, as aulas passaram de presenciais para o digital. E assim foi durante alguns meses.
No entanto, de acordo com informações do titular da pasta da Educação, apenas 25% dos estudantes do ensino público municipal de Goiânia conseguiram acesso a pelo menos um conteúdo digital, sendo que a maioria precisou ir à instituição buscar materiais físicos. "Quando iniciei na Secretaria, observei a enorme necessidade de retornar às atividades presenciais, porque esses estudantes, por vezes, estavam perdendo 100% da aprendizagem. Não medimos esforços, trabalhamos na saúde de nossos servidores, buscamos nos aproximar dos alunos e dos responsáveis, com o objetivo de evitar a evasão escolar. Mesmo com o retorno de forma presencial no 2º semestre, foi no sistema híbrido", lembra.

Secretário municipal da Educação de Goiânia, Wellington Bessa (Foto: Caroline Louise/ A Redação)
Ainda segundo o secretário, a pandemia foi um dos fatores principais para a necessidade de recursos tecnológicos como forma de aproximar e integrar os estudantes dentro da sala de aula, além de proporcionar uma educação ainda mais completa. "Fechamos o ano de 2021 ainda de forma muito complexa. Isso demonstrou de forma clara essa importância de investir em recursos de tecnologia tanto para a área pedagógica, como para administrativa, como forma até mesmo de facilitar processos. Sem falar que não dá pra ignorar que nossos estudantes hoje estão mais à frente em relação à conexão via internet", finaliza.