A Redação
Goiânia – A Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) lançou dois editais destinados ao setor audiovisual, nesta quarta-feira (30/09). As chamadas públicas somam R$ 30 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e contemplam projetos de produção e comercialização de obras cinematográficas. As inscrições começam no dia 8 de outubro, pelo Sistema BARU 2.0, mediante acesso com usuário e senha do Portal Expresso Goiás.
Do montante previsto, R$ 29 milhões são para a produção de longas-metragens e obras seriadas, enquanto R$ 1 milhão é destinado à comercialização de longas-metragens para salas de cinema. As chamadas integram o programa Arranjos Regionais FSA, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Os editais, anexos, critérios de seleção, prazos e demais orientações estão disponíveis na página da Secult Goiás.
Produção de longas-metragens e obras seriadas
Com inscrições de 8 de outubro a 30 de novembro de 2026, às 18h, o edital Produção de Longas-Metragens para Sala de Cinema e Obras Seriadas para TV/VOD – Estado de Goiás 2026 prevê a seleção de projetos apresentados por produtoras brasileiras independentes, sediadas em Goiás há pelo menos quatro anos, e registradas na Ancine. Podem ser inscritas propostas de ficção, animação e documentário, além de obras seriadas de ficção e animação.
Ao todo, estão previstos 18 projetos, divididos em quatro categorias: três longas-metragens de ficção ou animação, com R$ 4 milhões cada (R$ 12 milhões no total); cinco longas de ficção ou animação, com R$ 2 milhões cada (R$ 10 milhões); oito documentários de longa-metragem, com R$ 600 mil cada (R$ 4,8 milhões); e duas obras seriadas de ficção ou animação, com R$ 1,1 milhão cada (R$ 2,2 milhões).
A seleção será realizada nas etapas de análise de mérito e avaliação oral final, por meio de pitching. Entre os critérios previstos estão originalidade e abrangência do tema, proposta artística e narrativa, roteiro, potencial de difusão, valorização da cultura regional de Goiás, estratégia comercial, cronograma e experiência da produtora e da equipe técnica.
O certame estabelece ainda mecanismos de participação destinados à ampliação da representatividade no setor audiovisual. No mínimo 50% dos recursos deverão ser destinados a projetos que tenham mulheres cis ou pessoas trans nas funções de roteiro, direção ou produção. Outros 25% dos recursos, no mínimo, serão destinados a empresas com quadro societário majoritariamente composto por pessoas negras, indígenas ou pessoas com deficiência, com reserva mínima de 15% do total para empresas com quadro societário majoritariamente composto por pessoas negras.
Comercialização de longas-metragens
O segundo edital é destinado à comercialização de longas-metragens para salas de cinema e prevê R$ 1 milhão em recursos do FSA. As inscrições serão realizadas de 8 de outubro a 1º de dezembro de 2026, às 18h. Podem participar distribuidoras brasileiras independentes regularmente registradas na Ancine e sediadas em Goiás há pelo menos dois anos, conforme os critérios estabelecidos no edital.
As obras objeto das propostas deverão ser longas-metragens brasileiros independentes, dos gêneros ficção, animação ou documentário, concluídos ou em fase de finalização. Os projetos poderão optar por diferentes faixas de contrapartida, correspondentes a investimentos do FSA de 50%, 80% ou 100% dos itens financiáveis, observados os limites estabelecidos para comissão de distribuição.
O edital também estabelece critérios de participação. Pelo menos 50% dos recursos deverão ser destinados à comercialização de obras que tenham mulheres cis ou pessoas trans nas funções de roteiro, direção ou produção. Outros 25% dos recursos, no mínimo, serão destinados a projetos apresentados por empresas com quadro societário majoritariamente composto por pessoas negras, indígenas ou pessoas com deficiência, com reserva mínima de 15% para empresas com quadro societário majoritariamente composto por pessoas negras.
