Mônica Parreira
Goiânia – Mesmo apontado pelo governador Marconi Perillo (PSDB) como nome natural da base para as próximas eleições ao governo de Goiás, o vice José Eliton (PP) optou por não aprofundar no assunto justificando que “o processo eleitoral de 2018 está muito distante”.
O também secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação concedeu entrevista ao Clube dos Repórteres na manhã desta terça-feira (17/3), na Assembleia Legislativa, e falou, entre outras coisas, sobre operação Lava Jato, reforma política e planejamento de ações exteriores do governo.
Sobre a possível sucessão de Marconi, José Eliton disse que ainda é uma discussão prematura. “Primeiro é preciso criar um ambiente de convergência entre 17 partidos que compõem a base e buscar abrir diálogo com outras forças políticas de Goiás, de modo a buscarmos um entendimento em torno de um projeto de continuidade desse esforço que o governador implementa ao longo dos anos”, declarou José Eliton ao demonstrar gratidão pelo voto de confiança de Marconi.
“É claro que fico feliz ao ouvir essa referência do governador. No momento de discussão política, se houver um ambiente de consenso e se eu for chamado, tudo bem”, completou.
A decisão que José Eliton tomou de não aprofundar no assunto de eleições foi justificada pela série de ações que o governador tucano planeja para os próximos quatro anos. Enquanto vice-governador e secretário de Desenvolvimento, ele adiantou que este ano o governo deve ter pelo menos 10 missões internacionais voltadas para o desenvolvimento econômico.
A intenção, de acordo com ele, é ampliar relações comerciais com diversos países, como China, Estados Unidos, Rússia e todo o Oriente Médio. “O objetivo é atrair investimentos, mostrar nossas potencialidades e abrir mercado para produtos goianos”, explicou ao confirmar que em abril o governador tem missão em Portugal.
Operação Lava Jato
Questionado sobre a citação dos deputados Sandes Júnior (PP-GO) e Lázaro Botelho (PP-TO) na operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras, José Eliton, que é presidente regional do partido, disse que dá crédito de confiança aos políticos filiados ao Partido Progressista. Para ele, qualquer político investigado tem o direito de se defender, mas também deve sofrer sanções caso seja comprovado o envolvimento.
“Já me posicionei publicamente com relação aos dois parlamentares citados, externando apoio. Claro que caberá a eles fazer as defesas no órgão competente. Esperamos que possam provar sua inocência. Mas também defendemos a apuração e a punição exemplar para quem eventualmente tenha cometido alguns equívocos, seja no partido que for, no âmbito que for”, esclareceu.
‘É uma decisão prematura’, diz José Eliton sobre candidatura ao governo
*