Jales Naves
Especial para A Redação
Goiânia – Em sua missão de fortalecer a ultrassonografia no Brasil e no exterior, promovendo o intercâmbio de conhecimento e incentivando a evolução científica e tecnológica, a Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SUBS) realizou o 30º Congresso, de 14 a 17 deste mês, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento foi promovido em conjunto com o 22º Congresso da Federação Internacional das Sociedades de Ultrassonografia da América Latina (FISUSAL); o 12º Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Medicina Fetal; e o 3º Fórum SBUS de Endometriose, consolidando-se como o maior encontro da Ultrassonografia na América Latina.
Presidente da FISUSAL e da Academia Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (ABGO), professor livre-docente e doutor pela Universidade de São Paulo, e especialista em Ginecologia e Obstetrícia e Diagnóstico por Imagem / Ultrassonografia, o professor Waldemar Naves do Amaral proferiu três palestras nesse congresso: sobre a importância da ultrassonografia na gravidez de alto risco – mulheres com defeitos na placenta, que geram muitas mortes; sobre a ultrassonografia nos tumores ovarianos; e sobre a importância da inteligência artificial no uso da ultrassonografia na gravidez do primeiro trimestre – o que melhora no diagnóstico para utilizar a IA.
Criador de duas academias, na sexta-feira, dia 16, deu posse a novos associados da Academia Brasileira de Ultrassonografia, que presidiu, e da ABGO.
Três décadas de aprendizado
Chegar à 30ª edição, como ressaltou o presidente Pedro Pires, é celebrar três décadas de encontros, aprendizado e evolução dessa área de atuação. Uma trajetória que traduz o propósito escolhido para este ano: “SBUS: Conectando pessoas, transformando vidas”.
Ao longo desses anos, o congresso aproximou colegas, promoveu a troca de conhecimento e acompanhou importantes transformações da Ultrassonografia. Hoje, inteligência artificial, automação e novas tecnologias ampliam a capacidade diagnóstica, trazem mais segurança e tornam o exame mais ágil. “Mas acredito que toda essa evolução ganha ainda mais sentido quando também nos permite dedicar atenção ao que está além da imagem: o paciente”, afirmou.
A Ultrassonografia preserva uma característica muito especial da Medicina. “Estamos próximos, ouvimos, conversamos e conduzimos o exame em tempo real”, explicou o Presidente do congresso. A tecnologia evolui, mas o conhecimento, a experiência e o olhar do médico continuam indispensáveis.
