Ludymila Siqueira
Goiânia – Criador da página “Choquei”, que divulga notícias do mundo dos famosos, Raphael Sousa Oliveira foi preso na manhã desta quarta-feira (15/4), em Goiânia, durante a operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que investiga transações ilegais superiores a R$ 1,6 bilhão. A ação também resultou na prisão dos MCs de funk Ryan SP e Poze do Rodo.
Segundo a PF, a ação tem como principal objetivo desarticular uma organização criminosa voltada à movimentação ilícita de valores, inclusive por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior. As ações da corporação na “Operação Narco Fluxo” acontecem em diversos estados do Brasil.
As ações desta manhã são fruto de investigações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais.
De acordo com a corporação, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular os valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão, segundo as investigações.
São cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em endereços localizados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Também foram determinadas medidas de bloqueio patrimonial, como o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. O objetivo é interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento. Além das prisões, veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
Defesa
A defesa de Raphael Sousa Oliveira encaminhou nota à imprensa na qual afirma que o vínculo do cliente com os fatos investigados “decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital. Veja a íntegra da nota:
A defesa de Raphael Sousa Oliveira esclarece que seu vínculo com os fatos investigados decorre, exclusivamente, da prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, responsável pela comercialização de espaço de divulgação digital.
Os valores por ele recebidos referem-se a serviços efetivamente prestados de publicidade e marketing, atividade lícita e regularmente exercida há anos.
Raphael não integra organização criminosa, não participou de qualquer esquema ilícito e jamais exerceu função diversa da veiculação publicitária contratada.
A defesa está adotando as medidas cabíveis e demonstrará, no momento oportuno, que sua atuação sempre se deu dentro dos limites da legalidade.
