Gabriela Lima
O governador Marconi Perillo informou, por meio de sua página no microblob Twitter, ter determinado ao secretário de Saúde, Antônio Faleiros, o afastamento imediato dos servidores denunciados pelo Ministério Público por irregularidades na utilização do Fundo Rotativo dos hospitais estaduais. “Meu entendimento é de que as leis devem ser cumpridas por todos. Quem se omitiu ou se envolveu em fraudes será afastado do governo”, tuitou o governador.
Em ação protocolado nesta segunda-feira (14/11), o MP denunciou 21 envolvidos em fraudes nos quatro pricipais hospitais públicos de Goiânia e região metropolitana: Hospital Urgência de Goiânia (Hugo), Hospital Geral de Goiânia (HGG), Hospital de Doenças Tropicais (HDT) e Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa). Nas unidades, os promotores constataram o uso indevido dos recursos do fundo e encontraram indícios de fraude, com falsificação de documentos, notas fiscais e planilhas orçamentárias. Os crimes seriam cometidos por funcionários da Secretaria Estadual de Saúde e prestadores de serviços.
Como boa parte dos funcionários denunciados já havia sido afastada durante o período de investigação, a decisão do governador atinge principalmente os gestores dos hospitais. Entre os afastados estão o ex-diretor do Hugo e atual superintendente de Controle e Avaliação Técnica em Saúde (Scats) da SES, Salustiano Gabriel Neto; o diretor do HDT, Boaventura Braz de Queiroz; e o diretor-geral do Huapa, Gelson José do Carmo.
O secretáio de Saúde Antônio Faleiros garantiu o cumprimento da ordem do governador, mas disse que levará até Marconi, em uma reunião marcada para as 14h desta quarta-feira (15/11), a ponderação de funcionários que alegam não ter se omitido. Sobre a substituição dos diretores da unidades, Faleiros foi cauteloso: “Não tenho nomes de imediato. Vamos discutir isso com calma”.
Para o secretário, o Fundo Rotativo é “um mal necessário”. Ele defende a continuidade do mecanismo para compras e reparos emergenciais. “O que houve foi um desvio, com o fracionamento das despesas para compras de valor bem acima do determinado (R$ 8 mil) e a fraude na condução das compras. São duas questões que precisam ser eliminadas”, explicou.