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Diabetes aumenta risco de doenças cardiovasculares, alerta endocrinologista

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27.12.2019 - 09:24:00

A Redação

Goiânia – A saúde do coração requer cuidados a todo momento, mas o alerta se dá principalmente em quem sofre de diabetes mellitus tipo 2 e alteração no nível de glicemia. 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes e o que pouca gente sabe é que um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares é o diabetes. A doença está relacionada ao infarto, ao acidente vascular cerebral (AVC), ao entupimento de artérias e à formação de aneurismas.

 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que em torno de 422 milhões de adultos estão com diabetes no mundo. Desse total, cerca de 90% dos diabéticos têm o tipo 2 da doença, ou seja, mais de 370 milhões de pessoas têm o diabetes tipo 2 no mundo.
 
Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), indicam que cerca de 13 milhões de brasileiros sofrem com a doença, o que representa 6,9% da população. O risco de ocorrência de infarto em diabéticos é até quatro vezes maior. De acordo com a Associação Americana do Coração, pelo menos 68% das pessoas com 65 anos ou mais com diabetes morrem de algum tipo de doença cardíaca.
 
Conforme explica a endocrinologia do Hospital do Coração Anis Rassi (HCAR), Henriqueta Issler Marsiaj, existe relação direta entre diabetes e infarto, já que a sobrecarga de açúcar no sangue é um grande aliado para o entupimento das artérias. “O diabetes resulta num descontrole nos níveis de açúcar no sangue, que, juntamente com a incapacidade de produzir e usar insulina, gera um estado de inflamação. Esse quadro favorece o surgimento de placas de gordura, aumento do colesterol ruim e outras substâncias nas paredes das artérias, restringindo o fluxo sanguíneo”, resume.
 
“Além disso, o diabetes tipo 2 está ligado à obesidade, cuja consequência é o acúmulo de excesso de gorduras no corpo, aumento de hipertensão arterial e de outros fatores inflamatórios, multiplicando as chances para o surgimento das doenças cardiovasculares”, completa Henriqueta.
 
De acordo com a médica a falta de informação relacionada a doença mata o coração. “Estamos falando da principal causa de morte no Brasil e no mundo. É um assunto de saúde pública”, alerta. Quando se é detectado com diabetes tipo 2, a regra primordial para todos os pacientes é manter os níveis de glicose no sangue controlados, bem como de todos os outros fatores de risco, que são hipertensão arterial, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e obesidade.
 
A doença – A endocrinologia do Hospital do Coração Anis Rassi (HCAR), Henriqueta Issler Marsiaj, esclarece que o diabetes aparece quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina, hormônio responsável por facilitar a entrada de glicose nas células. “Sem ela, o açúcar não chega ao destino correto e permanece na corrente sanguínea”, afirma.
 
Conhecido por desequilibrar os níveis de açúcar no sangue, o diabetes é uma doença crônica que se caracteriza pela incapacidade de produzir insulina – hormônio essencial para o controle do açúcar – ou por uma disfunção que não permite ao organismo usar a substância de uma maneira adequada.
 
“Enquanto o tipo 1 consiste num defeito imunológico genético que reduz a produção de insulina pelo pâncreas e é diagnosticado principalmente durante a infância e a adolescência, o tipo 2 costuma estar relacionado a maus hábitos de vida, como o excesso de peso e o sedentarismo, apesar de também se associar ao histórico familiar do paciente”, compara.
 
Embora não tenha cura, o diabetes pode ser tratado e controlado. Após análise do quadro, em geral, o portador do mal é aconselhado pelo médico a adotar hábitos de vida mais saudáveis e também pode ter de recorrer a medicamentos que auxiliam no controle do açúcar no sangue.
 
Outros problemas já mencionados que devem ser tratados com rigor são:
 
Hipertensão:
 
A pressão arterial elevada já é constatada como um importante fator de risco para problema do coração. Estudos relatam uma associação positiva entre a hipertensão e a resistência à insulina. Quando os pacientes têm hipertensão e diabetes, que é uma combinação comum, o risco de desenvolver doenças coronárias duplica.
 
Colesterol e triglicérides elevados:
 
Algo bastante comum: diabéticos que apresentam níveis de colesterol LDL (o ruim) altos e de HDL (o bom) baixos, além do valor de triglicérides elevados. Essa combinação, geralmente, acontece em pacientes com doenças coronárias prematuras. Por isso, é sempre bom ficar em alerta.
 
Obesidade:
 
Estar acima do peso é outro grande fator de risco para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Além disso, a obesidade tem sido fortemente associada a resistência à insulina. E aqui, a solução é simples: eliminar quilos. Fazendo assim, é possível reduzir as chances de afetar o coração, assim como diminuir a concentração de insulina e aumentar a sensibilidade ao hormônio.
 
Falta de atividade física:
 
O sedentarismo é, sem dúvida, outro importante desencadeador para a resistência à insulina e doença cardiovascular. Exercício e perda de peso podem prevenir ou retardar o aparecimento do diabetes tipo 2, reduzir a pressão arterial e ajuda a diminuir o risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.
 
Tabagismo:
 
É um dos principais fatores de risco, e deve ser parado o quanto antes. Se necessário, o paciente pode recorrer a programas especializados para abandono do fumo.
 
“O importante de tudo é entender que, ao cuidar tanto do diabetes tipo 2 quanto das outras doenças, é possível evitar ou retardar o desenvolvimento de problemas no coração e nos vasos sanguíneos. Por isso, é importante que as pessoas entendam a necessidade de check-ups periódicos, além de adotar hábitos saudáveis de vida”, adverte a endocrinologia do Hospital do Coração Anis Rassi (HCAR), Henriqueta Issler Marsiaj.
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por Yuri Lopes

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