A Redação
Goiânia – O Ministério Público de Goiás ofereceu denúncia contra sete policiais civis, dois advogados e uma pessoa que se passava por agente de polícia, todos envolvidos em crimes apurados no âmbito da Operação Arapuca, deflagrada no último dia 9. A operação foi coordenada pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e pelo Centro de Inteligência (CI-MP), com apoio do Gabinete de Segurança Institucional do MP (GSI-MP), e em parceria com a Polícia Civil.
A denúncia criminal foi recebida pelo Poder Judiciário, já tendo sido decretada a prisão preventiva de sete dos denunciados, sem prejuízo das investigações quanto ao crime de organização criminosa e outros delitos correlatos. Os envolvidos são acusados de extorsão.
De acordo com as investigações, envolvidos identificavam suspeitos de traficar drogas, vender medicamentos controlados sem receita, vender diplomas falsos, armas, até cheques falsificados. No entanto, ao invés de fazer o flagrante, o grupo exigia uma quantia que variava de R$ 1 mil a R$ 30 mil para que essas pessoas não fossem presas ou investigadas.
Apreensões
Na deflagração da operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, um dos quais no 4ª Distrito Policial da capital. Entre os bens apreendidos, foram encontrados mandados de intimação e termos de declarações forjados, medicamentos sem nenhum auto de exibição e apreensão, arma de fogo ilegal.
Na casa de um homem que se passava por policial civil, foram apreendidos objetos de uso exclusivo da Polícia Civil, como vestimenta e distintivo da corporação e algemas, além de uma arma de fogo de forma ilegal, bem como mais de R$ 11 mil.