José Abrão
Goiânia – Nesta segunda-feira (13/7) é celebrado o Dia Mundial do Rock, mesma data em que ocorreu o megashow beneficente Live Aid, em 1985. A ideia foi cunhada pelo baterista e cantor Phil Collins e, desde então, se consolidou como uma data comemorativa do gênero em todo o mundo.
Para celebrar, separamos dez novos álbuns de rock lançados neste ano para você conhecer e curtir, em vários estilos diferentes.
The Rolling Stones – “Foreign Tongues”
Nada melhor do que começar com os veteranos: os Stones estão na estrada desde os anos 1960 e são responsáveis, em grande parte, por moldar toda a geração seguinte com sua música. O novo álbum é o 25º da carreira da banda, tem 14 músicas inéditas e traz participações de grandes nomes, como Robert Smith (The Cure) e Paul McCartney (The Beatles e Wings).
Deep Purple – “Splat!”
Outra banda veteraníssima com novo álbum é o Deep Purple, que retoma suas raízes setentistas, inclusive em sua arte de capa, com 13 novas faixas. Fruto do esforço constante de Ian Gillan, algumas das novas canções poderão ser conferidas ao vivo no Brasil: a banda está com show marcado em São Paulo para o dia 5 de dezembro.
Gorillaz – “The Mountain”
Sempre na vanguarda de novas sonoridades, os Gorillaz seguem inovando com seu novo disco gravado na Índia e influenciado sonora e tematicamente pela cultura e folclore do país. Na parte da polêmica, a banda inovou ao trabalhar a morte e a ressurreição trazendo participações póstumas de diversos artistas como Dennis Hopper e Bobby Womack, além, é claro, dos vivos, como os IDLES.
Evanescence – “Sanctuary”
Amy Lee está de volta para a alegria de todos os 30+ com 12 faixas inéditas que retomam o tom operístico e suavemente gótico da cantora que, a essa altura, é a voz, principal letrista e a alma da banda. Influenciada principalmente por Bring Me The Horizon, ainda sobra espaço para algumas experimentações com glitches e música eletrônica.
Kreator – “Krushers Of The World”
Os pioneiros do thrash metal alemão retornam com seu 16º disco com 10 canções inéditas. O álbum segue a lógica de que em time que está ganhando não se mexe e entrega uma coletânea de canções que poderiam facilmente ter sido lançadas em 1983. Se falta inovação, sobra virtuosismo: há mais de 40 anos na estrada, a banda refinou suas habilidades pra tocar o que sabe tocar da melhor forma possível.
Poppy – “Empty Hands”
A estrela pop convertida em musa do metal volta com seu disco mais puramente metalcore até agora. Capitalizando em cima das experimentações anteriores e de turnês globais acompanhando bandas como Linkin Park e Slipknot, a cantora afinou os vocais guturais e caprichou na distorção para entregar um disco agitado e jovial, muito bom para quem está querendo explorar as águas rasas do metal, mas não sabe bem por onde começar.
Mayhem – “Liturgy of Death”
Se é metal escuro, trevoso e malvadão que você quer, os pioneiros do black metal do Mayhem também estão de disco novo. Os temas do disco permanecem o mesmo: muita heresia, paganismo e aquela coisa toda. Mas este álbum é especial: sétimo lançado pelo grupo, ele traz uma reflexão dura sobre a morte e serve como marco de celebração aos 40 anos de carreira dos noruegueses.
Foo Fighters – “Your Favorite Toy”
Dave Grohl encara de frente a recepção negativa do álbum anterior e seus próprios sentimentos conflitantes de luto com a morte repentina do baterista Taylor Hawkins neste disco que serve, até certo ponto, como um retorno à forma. Exorcizando problemas de casamento e escândalos nos tabloides, o álbum energético é quase um dedo do meio para os críticos e uma celebração de mais de 30 anos de carreira.
The Pretty Reckless – “Dear God”
Também numa vertente mais chegada no pop, mas sem deixar os riffs caprichados de lado, Taylor Momsen retorna com o disco mais redondo e pesado da banda até agora, mostrando que os anos de estrada dividindo palcos com Ozzy, AC/DC e outros grandes nomes da música deram resultado. Confiante, o álbum é bom exatamente por transmitir o sentimento de que Taylor não precisa provar nada a ninguém.
Muse – “The Wow! Signal”
Botando no doze a mistura de rock tradicional com maluquices experimentais eletrônicas e uma dose certa de pop, o Muse retorna com seu décimo álbum com direito a uma música em parceria com Ellie Goulding. A banda pareceu abraçar de vez a pegada de rock meio cósmico espacial e finalmente relaxar: sem necessariamente tentar ser épica, apenas se deixar levar pelo som. Tem muita coisa acontecendo nesse disco o tempo todo, mas isso não é ruim e é meio que o objetivo.
