São Paulo – As novas denúncias envolvendo o presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE), irritaram o presidente Jair Bolsonaro, que tem demonstrado preocupação em ter sua imagem arranhada pelos sucessivos escândalos envolvendo o partido.
De acordo com reportagens da revista ‘Crusoé’ e do jornal ‘Folha de S. Paulo’, Bivar apresentou à Câmara e ao Tribunal Superior Eleitoral notas fiscais de duas empresas que vendem esse tipo de documento.
Na manhã deste sábado, Bolsonaro discutiu o assunto com o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e os advogados Karina Kufa e Antônio de Rueda. Kufa atuou na defesa do presidente durante as eleições e advoga para o PSL nacional, já Flávio e Rueda presidem o diretório do PSL do Rio de Janeiro e de Pernambuco, respectivamente.
Segundo deputados e interlocutores do presidente ouvidos pelo Estado, Bolsonaro tem afirmado não compactuar com as denúncias sobre o PSL. O presidente chegou a dizer ser insuportável pertencer a um partido com escândalos.
Alguns aliados de Bolsonaro defendem que Bivar deixe o comando da sigla. Se isso não acontecer, uma das saídas legais passaria por uma iniciativa dos parlamentares que poderiam protocolar uma representação contra Bivar para convocar uma convenção partidária e realizar novas eleições internas.
Apesar do desconforto causado pelas suspeitas de irregularidades, a bancada do PSL no Congresso ainda não demonstrou que pretende apoiar o movimento para afastar Bivar do comando.
Deputados afirmaram à reportagem que, no grupo de Whatsapp que reúne a bancada, cerca de 10 deputados apoiaram Bivar e o restante não emitiu opiniões.
“Ainda não houve uma reunião do partido após aflorar essas novas denúncias ou suspeitas, mas isso vai ser tratado no partido ao longo da semana. A gente não tem uma posição ainda neste momento, mas a gente confia que pelo fato de as instituições estarem funcionando normalmente ele vai ter possibilidade de defesa e provar aí sua inocência e o partido vai deliberar nos órgãos competentes para tomar a melhor decisão”, disse Vitor Hugo.
(Agência Estado)