Larissa Lessa
Dois vizinhos da família executada na noite de sábado no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia, foram ouvidos pela Polícia Civil na noite de segunda-feira (21/11). Segundo o delegado Anderson Pimentel, do Grupo de Investigação de Homicídios de Aparecida de Goiânia, os primeiros depoimentos não acrescentaram muitas informações ao caso. Nesta terça-feira, Pimentel buscará ouvir familiares das vítimas, ainda impactados com o crime. Os corpos das seis vítimas da chacina, entre elas uma criança de 4 anos, foram enterrados na segunda-feira, no Cemitério Jardim da Esperança, em Aparecida de Goiânia.
Conforme disse o delegado na manhã desta terça-feira, ainda não há uma linha de investigação predominante que possa indicar a motivação do crime. Anderson Pimentel reforçou, mais uma vez, que a polícia trabalha com três hipóteses que poderiam ter motivado o crime. A primeira delas tem vínculo com o tráfico de drogas, pois o local era notoriamente utilizado para o tráfico e consumo de drogas. Uma segunda tese, também considerada, é a possibilidade de crime passional pois uma das vítimas, Ludimila Cândida Alves, de 31 anos, havia sofrido ameaças de um ex-companheiro, que estaria detido na Penitenciária Odenir Guimarães, cumprindo pena por tráfico. Os policiais também não descartam que os executores visavam matar apenas uma pessoa, mas executaram os demais que estavam na casa para evitar qualquer identificação.
O caso
Seis pessoas, entre elas uma criança de quatro anos, foram executadas com tiros na cabeça na noite de sábado em uma casa da Rua X-50, no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia. Estavam no local Edivone Cândida de Bastos Alves, 47 anos, as filhas Stherfane Cândida de Bastos Reciol, 26 e Ludimila Cândida Alves, 31, com os companheiros, Luciano Lopes dos Santos, 34, Rounandes Teles, 23, e a menor Isadora Monique Cândida Alves, de apenas 4 anos, filha de Ludimila que era criada pela família.
Um sobrinho de Edivone, Deyvid Cândido Rego, afirmou que vizinhos contaram que duas pessoas entraram na casa, efetuaram os tiroes e saíram correndo. Deyvid também afirmou que Ludimila viveu relacionamentos conturbados. Os dois filhos dela, o bebê de dez meses e a criança de quatro anos, são de pais diferentes. Um exame de DNA chegou a ser feito para verificar se um ex-presidiário seria pai do filho mais novo, mas o teste não comprovou o parentesco.
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