Adriana Marinelli
Responsável pelo caso da criança de um ano encontrada morta no carro da família, delegada Myrian Vidal vai ouvir, ainda nesta quarta-feira (28/3), três testemunhas. De acordo com a delegada, as pessoas são conhecidas de Andressa e Gilnei. “Recebemos a informação de que a mãe agredia o filho com frequência. Uma testemunha falou que Andressa já teria tentado matar a criança afogada na banheira”, diz.
Acusada de ser responsável pela morte do próprio filho, Andressa do Prado de Oliveira, de 26 anos, segue detida na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia. Ela e o companheiro, Gilnei do Carmo Pereira Junior, de 21 anos, foram ouvidos por Myrian Vidal poucas horas após a criança ser encontrada, na tarde de terça-feira (27/3).
Conforme relatou à delegada, Gilnei teria feito uso de drogas na noite de segunda-feira (26/3) e dormido em seguida. “Ele conta que fumou maconha, como faz diariamente, e acabou dormindo. O rapaz só acordou no dia seguinte, por volta das 13h, quando a criança já estava morta”, diz Myrian Vidal.
A mãe da criança afirmou à delegada, que o filho teria chorado muito durante a noite e, como gostava de ficar no carro, teria colocado José Ronaldo Prado de Oliveira, de um ano de idade, para brincar no interior do veículo, um Fiat Uno. “Ela colocou o filho no carro e voltou para dentro de casa para tomar banho”, diz.
Grávida de cinco meses, Andressa teria tomado remédio para enjoo e dormido, esquecendo José Ronaldo no veículo, que estava exposto ao sol e com os vidros totalmente fechados. “A casa não tem garagem coberta”, conta a delegada.
Depois de ser ouvido, Gilnei foi liberado, mas Andressa permanece presa na DPCA de Aparecida de Goiânia. Ela foi autuada em flagrante por homicídio doloso. “Homicídio doloso é quando há intenção de matar ou assume o risco de matar, como foi este caso. Quando a mãe deixou a criança dentro do carro com todos os vidros fechados e no sol, ela está assumindo o risco de matar”, explica Myrian Vidal.
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