Adriana Marinelli
Goiânia – O advogado Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, clasffificou como "desnecessária" a ação do Ministério Público Federal de Goiás que resultou do arresto de bens do ex-governador Marconi Perillo. Segundo ele, a defesa já está recorrendo aos Tribunais Superiores. A Justiça Federal de Goiás acatou ação do MPF e também determinou o bloqueio de bens de Jayme Rincón e outras sete pessoas, além de empresas de propriedade dos investigados.
O bloqueio de bens, que totaliza R$ 22 milhões, ocorreu no dia 6 de dezembro de 2018 em função da Operação Cash Delivery, resultado de acordos de leniência e colaboração premiada firmados pelo MPF com a construtora Odebrecht.
Os delatores apontaram que, durante mandato no Senado Federal e no governo de Goiás, Marconi Perillo teria recebido da empresa o valor de R$ 2 milhões, em 2010, e de R$10 milhões, em 2014. Esses repasses não teriam sido declarados. Em contrapartida, segundo as investigações, o tucano teria beneficiado a empresa com o direcionamento de obras e contratos em Goiás. Acesse o
pedido do MPF e a
decisão da Justiça.
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Segundo a defesa do ex-governador goiano, "o arresto determinado pela Justiça Federal faz parte de uma estratégia do Ministério Público de sempre que há uma investigação tentar constranger o investigado através do bloqueio dos bens". Em nota, Kakay destacou que os bens citados na decisão foram "adquiridos muito antes dos fatos injustamente apontados como ilegais, o que por si só demonstra a ilegalidade e a desnecessidade da medida".
Leia a nota na íntegra:
A Defesa de Marconi Perillo vem a público esclarecer que o arresto determinado pela Justiça Federal faz parte de uma estratégia do Ministério Público de sempre que há uma investigação tentar constranger o investigado através do bloqueio dos bens. Rigorosamente nada hà tecnicamente que preocupe sob o prisma penal, talvez por isto esta reiterada postura do Ministério Público de buscar atingir o cidadão investigado através dos seus bens. No caso concreto são bens adquiridos muito antes dos fatos injustamente apontados como ilegais, o que por si só demonstra a ilegalidade e a desnecessidade da medida. Quer a defesa ressaltar a perplexidade com a exposição do inteiro teor dos bens arrestados pela imprensa, que cumpre seu papel ao divulgar um material que teve acesso antes mesmo da Defesa Tecnica. A Defesa já está recorrendo aos Tribunais Superiores e acredita na independência e autonomia do Judiciário.
KAKAY