Bruno Hermano
Goiânia – O candidato a senador pelo PCO, Antônio Paixão, afirmou em entrevista ao jornal A Redação, nesta sexta-feira (2/9), que uma das principais bandeiras de seu partido e de sua candidatura é a defesa de uma ampla reforma nas instituições do país. “Desde a redemocratização não tivemos uma reforma essencial, verdadeira. É preciso mudar o sistema eleitoral, jurídico, o Poder Legislativo, as Forças Armadas e fazer com que essas instituições funcionem bem dentro do regime democrático”, afirmou o candidato.
Para Antônio Paixão, essa mudança defendida por seu partido só é possível pela mobilização popular. “Estamos numa crise porque há um país que tem as suas instituições, 'bonitinho, tudo arrumado', e um país do povo. Precisamos nos mobilizar e reivindicar essas mudanças urgentes”, ressaltou.
Candidato ao Senado, Antônio Paixão, concede entrevista ao jornalista Bruno Hermano
(Foto: Pedro Peralta/A Redação)
Segundo Antônio Paixão, as principais propostas dos candidatos do PCO em todo o país, que foram discutidas em um congresso nacional do partido, são a defesa da Amazônia, a proteção da Petrobras e a reestatização da Eletrobrás. Sobre a Amazônia, o candidato afirma que há uma tendência de internacionalização do território amazônico e que isso precisa ser impedido.
Com relação à Petrobras, Antônio Paixão disse que, se eleito, vai atuar para que a empresa não seja privatizada. O candidato afirma que é contra a privatização de estatais, sobretudo as que prestam serviços essenciais, como a distribuição de água e energia.
Mobilização
Mesmo disputando vaga de senador, Antônio Paixão diz que vai lutar pela extinção do Senado e que o PCO defende um sistema unicameral. “Nós vemos o Senado como uma espécie de câmara de lordes, que vai abrigar os ex-governadores, os grandes empresários… E que na verdade fica atrapalhando o sistema”, argumentou.
Para o candidato, sua participação no processo eleitoral tem como maior objetivo fazer com que as propostas do PCO possam ser conhecidas pela população. Ele explica que mesmo participando do processo eleitoral, o seu partido não acredita ser possível mudar o país por meio das eleições. “Tivemos várias eleições e não conseguimos mudar, nós precisamos de uma mobilização popular muito grande”, ressaltou.
De acordo com o candidato, as candidaturas do PCO têm o objetivo de dizer à população que ela precisa ir às ruas, aos meios de comunicação e buscar mudar as instituições. “O povo tem que ser agente da história, não como ator, mas como autor. Se for o caso de uma nova constituinte, popular, temos que fazer. Então o caminho que a gente vê é esse. Somos um partido revolucionário”, declarou.