Théo Mariano
Goiânia – Presidente do MDB em Goiás, Daniel Vilela disse em entrevista ao jornal A Redação, nesta segunda-feira (21/6), que "procura a todo momento" ser o ponto de equilíbrio do partido para as eleições de 2022. Ex-deputado, o líder emedebista é o personagem principal da legenda quando se fala na busca pelo governo estadual no ano que vem, mas é cauteloso ao tratar sobre o tema: "A gente entende que não é o momento para se decidir isso [sobre o lançamento de um nome emedebista ao Executivo de Goiás]. Nós precisamos ouvir a maioria e acatar essa decisão, as portas estão abertas a todo mundo."
Vilela foi enfático ao afirmar que manterá o diálogo sobre projetos para 2022, inclusive com o governador Ronaldo Caiado (DEM), momento em que fez referência ao seu pai Maguito Vilela, ex-prefeito e ex-governador, considerado como "conciliador e pacificador" por Daniel. "A política é a arte do diálogo", justificou o emedebista. Para ele, as divergências entre candidatos precisam ser sobretudo "programáticas". "O Brasil precisa desse equilíbro. Entender que o extremismo tem sido muito negativo no ponto de vista do debate político e também [afeta] as ações feitas pelo poder público para melhorar a vida das pessoas."

Presidente do MDB Goiás, Daniel Vilela durante entrevista ao jornalista Théo Mariano, repórter do jornal A Redação / (Foto: Reprodução/Instagram/@jornalaredacao)
Segundo Daniel Vilela, não está descartada a possibilidade de composição de chapa com o deputado estadual Paulo Cézar Martins, atual vice-presidente da sigla no Estado, para disputar o diretório do MDB em Goiás. "Eu tenho uma relação muito boa com o deputado Paulo Cézar, uma pessoa que tem muita história no partido e muito trabalho", justificou. O emedebista garantiu que continuará aberto à conversa com o parlamentar. A eleição do próximo diretório do partido seria realizada na última sexta-feira (18/6), porém foi suspensa após uma liminar a pedido de Martins.
O desentendimento entre Vilela e Paulo Cézar acontece há algum tempo nos bastidores e recentemente ganhou maior repercussão após o indeferimento da candidatura do deputado estadual, que tentava lançar chapa para concorrer à presidência do partido. O parlamentar, em vídeo divulgado, chegou inclusive a dizer que seria "vítima de um golpe por parte do presidente atual". "Luto para que o MDB tenha candidato próprio ao governo estadual", disse Martins à época. O imbróglio segue indefinido, com duas saídas: nova eleição partidária ou um embate judicial, que pode se arrastar por algum tempo.
Assista à íntegra da entrevista concedida nesta segunda-feira (21/6) por Daniel Vilela ao AR: