Samuel Straioto
Goiânia – O governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), reconheceu a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial deste domingo (25) e defendeu que o novo mandato seja marcado pelo diálogo com os estados, sem retaliações políticas. Em entrevista coletiva na Praça Cívica, em Goiânia, o emedebista afirmou que pretende cobrar do governo federal medidas que atendam aos interesses dos goianos, embora tenha apoiado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa.
Ao comentar o resultado, Daniel afirmou que o respeito à decisão das urnas é um princípio democrático e disse esperar mudanças na condução do governo federal, especialmente na política econômica e na relação com os estados governados por adversários políticos.
O governador afirmou que o resultado da eleição deve ser respeitado, mesmo com a derrota do candidato que recebeu seu apoio no segundo turno. Daniel defendeu que o próximo governo considere a vontade manifestada pelos eleitores e promova mudanças em relação à gestão anterior.
“A votação das urnas é soberana, é a vontade do povo brasileiro, democratas como somos. Temos que reconhecer o resultado das urnas, a vontade do povo brasileiro”, afirmou.
Responsabilidade fiscal e coalizão
Daniel defendeu que o novo mandato de Lula adote uma política de responsabilidade fiscal e construa uma relação institucional com estados e governos que não integram sua base política. Para ele, a gestão federal deve promover mudanças profundas e evitar que divergências partidárias interfiram na administração pública.
“Que possa ser uma política de responsabilidade fiscal, uma política de não retaliação àqueles governos e estados que não são aliados políticos, que possa efetivamente construir um governo de coalizão, um governo de mudanças profundas. O povo vive com o endividamento como nunca viveu, a economia em uma situação muito dramática e, portanto, o nosso desejo é que o governo seja diferente desse primeiro”, declarou.
Posição política
Apesar de ter apoiado Flávio Bolsonaro, o governador afirmou que não pretende se colocar contra o governo federal de forma automática. Segundo ele, a atuação será orientada pelas demandas de Goiás e pela possibilidade de construir parcerias com a União.
“Quero defender os interesses de Goiás. O que for de interesse, que tenha a participação do governo federal, irei defender e buscar com o governo a sua contribuição e colaboração”, afirmou.
Daniel acrescentou que o foco da administração estadual continuará sendo Goiás e que pretende reivindicar, junto ao governo federal, medidas que contribuam para atender às necessidades da população.
“Reivindicar, cobrar, para que a gente possa estar atendendo plenamente os goianos com o nosso governo”, reforçou.
