A Redação
Goiânia – O curso de Produção Artesanal de Cachaça é um dos vários oferecidos pelo Senar Goiás. E foi nesse caminho que seguiu o agrônomo Daniel Silva, que passou a investir na fabricação e produção de cachaça em Goiás. Vale do Uru foi o nome escolhido para identidade da bebida. A inspiração para o rótulo foi o Rio Uru, que margeia a cidade de Uruana, a 157 km de Goiânia.
“No final do ano passado nós fomos convidados a levar a bebida na Confraria Brasileira da Cachaça, em Brasília. Os confrades se reuniram para conhecer nossa cachaça. Eu fiz apresentação da Vale do Uru branca e da armazenada por um ano em tonel de carvalho. Um renomado especialista que estava presente, que já provou cachaça do mundo todo, disse que minha cachaça branca é superior e a envelhecida em carvalho é para ganhar prêmio”, diz Daniel.
As primeiras doses fizeram sucesso em 2016, quando o agrônomo, que já participou de vários cursos do Senar Goiás, resolveu fazer mais um: o de Produção Artesanal de Cachaça. O convite da mobilizadora do Sindicato Rural de Itapuranga, na época, Laiana Borges, veio para ele de início como uma oportunidade de ter um hobbie. Mas não foi só esse o resultado. Depois de 48 horas aprendendo sobre o processo de fabricação, os alunos dividiram o que foi feito e levaram para casa. “Todos que provaram gostaram. Eu tenho um escritório de consultoria em Uruana e como eu lido com o pessoal do campo e a maioria gosta de cachaça, eu decidi dar amostras para meus clientes. Queria saber a avaliação deles. Todos perguntavam onde poderiam comprar mais? Aí eu descobri uma oportunidade de negócio”, relembra.
Daniel procurou novamente o instrutor do Senar, Antônio César Vieira de Souza, só que dessa vez queria ajuda para comprar um alambique e montar uma fábrica. O sogro do Daniel, José Antônio Ribeiro e o cunhado Marcelo Ribeiro apoiaram a ideia e decidiram ser sócios. A sorte já ajudou de cara. “Nós queríamos um alambique com capacidade para 400 litros de cachaça, mas fomos orientados pelo instrutor a comprar um maior. Encontramos uma pessoa vendendo um de 1200 litros pelo preço de 800 litros”, comemora. A primeira produção, em 2017, com cana ainda comprada foi de 4.500 litros de cachaça artesanal. Tudo foi vendido. Em 2018 foram 57 mil litros produzidos. 12 vezes mais. O sucesso foi tanto que a meta para 2019 são 90 mil litros.
Na fazenda Sucuri, no município de Uruana, Daniel e o sogro estão terminando de ampliar a estrutura de produção e envasamento da cachaça artesanal. “Nós já vendemos para Brasília, Goiânia e além das regiões vizinhas, mas nosso objetivo é vender para o mundo. E o Senar Goiás teve um papel decisivo para ajudar o que era para ser só mais um curso, numa excelente oportunidade de negócio”, finaliza Daniel.
O curso
O curso oferecido pelo SENAR Goiás tem 48 horas de duração e o aluno aprende o histórico da fabricação de cachaça, planejamento para a produção, técnicas do corte da cana, preparação do caldo de cana, partes essenciais do alambique, destilação e bidestilação, manutenção do engenho, padronização da cachaça e higienização e embalo das garrafas para envasamento da cachaça. Para saber mais
acesse o site, procure o Senar Goiás em Goiânia ou o sindicato Rural da região.