Jéssica Torres
Goiânia – O Ministério Público de Goiás (MP-GO) solicitou o bloqueio das contas do prefeito de Luziânia, Cristóvão Vaz Tormin (PSD), porque segundo a promotoria ele teria repassado para si mesmo R$ 580 mil dos cofres públicos, um dia antes do término de seu mandato. Ele deixa a prefeitura de Luziânia nesta sexta-feira (1/1) e Diego Sorgatto (DEM) tomará posse em seu lugar.
O documento cita ainda os nomes de outros envolvidos, são eles: o secretário municipal de finanças, Edgar José Gomes; o secretário municipal de Administração Wander de Freitas Machado; e da controladoria geral interna, Antônio Carlos Bueno.
A ação foi proposta depois que uma denúncia foi apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). De acordo com a entidade, o valor repassado era referente a uma diferença salarial entre os meses de julho de 2014 e o mesmo período de 2019. A verba teria sido autorizada por um processo administrativo interno da prefeitura.
O promotor responsável pelo caso, Jean Cléber Cassiano Zamperlini, afirmou que o repasse causou estranheza e por isso houve o pedido de bloqueio das contas do prefeito.
O MP-GO também solicitou a cópia integral dos processos administrativos que justificariam o pagamento da quantia. Por fim, encaminhou as cópias dos autos ao Tribunal de Contas dos Municípios para que sejam tomadas as providências legais.
Fica aberto o espaço. Tormin também é alvo de outras investigações do MP-GO, entre elas, processos motivados por suspeitas de nepotismo, corrupção e tentativa de estupro. O jornal A Redação entrou em contato com o prefeito e a prefeitura da cidade, mas não obteve retorno.