Yuri Lopes
Goiânia – A amizade entre o ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes e da secretária da Fazenda de Goiás, Cristiane Schmidt, não deverá contribuir para a aprovação da entrada de Goiás no Regime de Recuperação Fiscal (RRF). É o que afirmou a titular da Sefaz em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (17/1).
Segundo Cristiane, as conversas com a equipe do Tesouro Nacional que avaliou as contas do Estado de Goiás por três dias se dão nos termos técnicos, de dados concretos.
“Não acho que o Paulo Guedes, de forma alguma, vai deixar Goiás entrar ou não porque ele me conhece. Ele tem critérios técnicos, não vai infringir a lei, e vai permitir que Goiás, Pará ou qualquer outro Estado que precise entre no regime se tiver critérios”, disse.
Para Cristiane, a interpretação do que é dívida consolidada é o único entrave para que Goiás alcance o último dos três critérios para entrar no programa, que é justamente de ter dívida consolidada líquida maior do que a receita corrente líquida.