A Redação
Goiânia
– Cerca de 50 crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA) terão uma experiência de muita diversão nesta terça (2) no Circuito de Atividades Detetives do Prédio Azul e o Clubinho Goiânia Shopping. A ação ocorre em celebração ao Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo (2 de abril) e tem a finalidade de conscientizar, informar e combater o preconceito. A brincadeira no Prédio Azul será das 18 às 19 horas.
Além das monitoras da atividade, as crianças com Transtorno do Espectro Autista serão acompanhadas de psicológos, musicoterapeutas e psicomotricista. Em seguida, a diversão continua na sessão exclusiva do Clubinho Ctrl+Play (Piso 3), com diversas atividades manuais e games eletrônicos, até às 20 horas.
A iniciativa é uma parceria do Goiânia Shopping com o projeto TEAmamos, voltado para famílias, educadores e profissionais que convivem com crianças e adolescentes dentro do TEA. O projeto oferece informação teórica, vinda de profissionais com vivência na área, aliada à prática.
Integrante do TEAmamos, Amanda Menezes Ferro ressalta que a ação no shopping é uma oportunidade para romper o preconceito e levar às pessoas informações sobre o autismo.
"Quem não vive o tal ‘mundo azul’ não conhece muito bem o que é o autismo, não sabe quais suas características. Existem os falsos conceitos do transtorno internalizados por todos, como, por exemplo, achar que a criança autista é aquela que fica num canto, que se balança, que não gosta de brincar. Iniciativas como essa nos ajudam a divulgar informações sobre o TEA, e acreditamos que possam ser a isca que gera o interesse para saber mais, pra procurar, pra conhecer, pra ser empático àquela criança que deixa de ser a 'estranha' para ser especial", defende.
Para Amanda Menezes Ferro, a data é importante também para a valorização da luta de famílias com criança autista, para o reconhecimento da causa. "Por trás de um simples dia 2 de abril, há todo um trabalho de conscientização, de reconhecimento e de prestígio a essas famílias que diariamente lutam por seus filhos, que se doam tanto. A sociedade precisa aprender a nos enxergar, a nos respeitar e a ver a preciosidade do 'nosso mundo'. Há, sim, muitos e grandes desafios, mas também há alegria, beleza e vida.", destaca.