A Redação
Goiânia –
Nos últimos cinco anos, cresceu em 4% a participação da população negra no empreendedorismo em Goiás. Do total das ocupações na população negra, a de empreendedor atingiu, este ano, quase 30% dos trabalhadores. Esta é a conclusão de um estudo elaborado pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan). O trabalho está sendo divulgado nesta segunda-feira (20/11) em homenagem ao Dia da Consciência Negra e aproveitando a Semana Global de Empreendedorismo, a pedido da Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-brasileiros de Goiás (Ceabra).
Os técnicos do IMB/Segplan basearam seus estudos nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento feito pelos pesquisadores Rui Rocha Gomes e Igor Nascimento de Sousa, da Gerência de Estudos Socioeconômicos e Especiais, em Goiás, atualmente, os negros representam 65% da população total, enquanto que em 2012 eram 63%. Já os pardos são 89% da população negra. No tocante ao sexo, os homens perfazem 50,1% do total dos negros.
De acordo com o estudo do IMB/Segplan, cerca de 60% dos empreendedores negros de Goiás estão concentrados em três segmentos produtivos: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, construção e indústria geral. Porém, os técnicos observaram que está ocorrendo crescimento das ocupações principalmente para áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias e profissionais administrativos.
Por outro lado, sofreu queda de 20% a participação dos negros em atividades vinculadas à agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura. Quanto às ocupações específicas pela população negra, ganharam destaque, nos últimos cinco ano, a de comerciante de loja, de pedreiro e a de criador de gado.
A superintendente do IMB/Segplan, Lillian Maria da Silva Prado, lembra que o empreendedorismo é, de certo modo, uma alavanca que cria possibilidades de o indivíduo ascender social e economicamente. “Empreender não traz ganhos apenas individuais, mas impacta toda a sociedade”, ressalta.