Jales Naves
Especial para o jornal A Redação
Goiânia – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa se firma como representante das nove nações que a integram, de quatro continentes e englobando mais de 280 milhões de pessoas, busca parceiros e quer colaborar para o maior intercâmbio com a Europa. Essa oportunidade ficou clara na exposição da presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Nelma Fernandes, ao participar de reunião no Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, em Goiânia, na quinta-feira (10). “Além de um debate rico sobre o tema relacionado à CPLP, conectou Goiás e o IHGG com uma comunidade de destaque internacional”, destacou o presidente do Instituto, Jales Guedes Coelho Mendonça. “Teremos resultados no futuro”, afirmou.
Nessa iniciativa conjunta com a Federação do Comércio do Estado de Goiás e editora Inteligência Educacional, com sede na Capital goiana, foram muitas as possibilidades aventadas. Dentre essas, maior aproximação com Aveiro, cidade costeira de Portugal, conhecida como a “Veneza Portuguesa” pelos seus canais e barcos coloridos, tradicionalmente utilizados para a colheita de algas. Seus edifícios de estilo art nouveau, como a Sé de Aveiro e seu proeminente campanário, criam uma proximidade com Goiânia e suas edificações art decor.
Três iniciativas foram anunciadas: a Inteligência Educacional, presente em 18 estados brasileiros, será a primeira a ter o selo da CPLP para os trabalhos; o empresário Sandro Rezende foi escolhido delegado da Comunidade em Goiás, para dar sequência às conversações iniciadas nesse período, primeiras definições e iniciativas a serem acordadas entre as partes; e a elaboração de um livro sobre empreendedorismo feminino, unindo Nelma e a diretora da editora, Millena Araújo.
Comunidade
Dos 12 países de Língua Portuguesa, a CPLP reúne nove – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste –, e consolidou uma realidade já existente, resultante da tradicional cooperação Portugal-Brasil e dos novos laços de fraternidade e cooperação que se foram criando entre estes dois países e as novas nações de língua oficial portuguesa.
A sua institucionalização traduziu um propósito comum, de projetar e consolidar, no plano externo, os especiais laços de amizade entre os países de língua portuguesa, dando a essas nações uma maior capacidade para defender seus valores e interesses, calcados sobretudo na defesa da democracia, na promoção do desenvolvimento e na criação de um ambiente internacional mais equilibrado e pacífico.
No campo econômico, quer aproveitar os instrumentos de cooperação internacional mais consistente, por uma concertação regular entre os nove e da articulação com outros atores. Outro ponto importante para o qual desenvolve esforços significativos é o da cooperação empresarial.
