Théo Mariano
Goiânia – O Ministério da Saúde (MS) anunciou neste domingo (14/2) a implementação da Rede Nacional de Sequenciamento Genético, voltada aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos Estados. O objetivo da ação é investigar mutações e diferentes linhagens da Sars-CoV-2 no país. Para o secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino, a expectativa em relação à rede do MS é "muito positiva". "Podemos conviver com a Sars-CoV-2 anos a fio e, para vivermos com maior normalidade, precisamos saber exatamente como se comporta este inimigo", disse em entrevista ao jornal A Redação.
O @minsaude está implementando a Rede Nacional de Sequenciamento Genético, nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública dos Estados, para investigar mutações e diferentes linhagens do SARS-CoV-2 em circulação no Brasil.
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— Ministério da Saúde (@minsaude) February 14, 2021
Em Goiás, foram confirmadas recentemente as presenças de duas variantes da covid-19 com importância epidemiológica: a P.2, uma cepa estrangeira que não se tem muitos detalhes; e a B.1.1.7, a variante inglesa. Alexandrino explica que as novas cepas aumentam o potencial de transmissão, pois afetam inclusive pacientes que já foram contaminados pelo coronavírus. "Essas pessoas podem ser vulneráveis às novas [variantes]", afirmou.
O secretário comenta que a rede poderá ampliar a capacidade de identificação das características do vírus e como se dissemina pelo país. "São questões fundamentais para se planejar o enfrentamento e o controle da pandemia, bem como a evolução de vacinas existentes."
Linhagens identificadas no Brasil
Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), existem atualmente três variantes da Sars-CoV-2, em nível global, são consideradas emergentes e de grande importância epidemiológica: B.1.1.7 (originária do Reino Unido), B.1.351 (África do Sul) e P.1 ou B.1.1.28.1 (Identificada no Amazonas). "Todas estas linhagens têm sido associadas a uma maior transmissibilidade do vírus", informa a Fiocruz.
A publicação mais recente da Fiocruz Rondônia aponta descoberta de novas linhagens do vírus no estado. A gestão rondoniense divulgou os dados no último dia 9. Segundo o levantamento, foram identificadas três cepas: B.1.1.33, B.1.1.28 e P.2.
O Brasil passa por tempos difíceis desde a confirmação dos primeiros casos registrados do coronavírus. Até o último boletim publicado pelo Ministério da Sáude, divulgado neste sábado (13), o país se aproxima de 10 milhões de casos confirmados e ultrapassou 238,5 mil mortes pelo vírus.