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Correção da orelha de abano pode ser feita na infância

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03.02.2019 - 15:45:46

A Redação

Goiânia – Você certamente já conheceu alguém cujas orelhas pareciam estar fora do lugar. Mas, o que poucas pessoas sabem é que a ‘orelha de abano’ é o defeito congênito mais comum dessa parte do corpo humano. Cerca de cerca de 5% dos bebês caucasianos nascem com esta deformidade, que pode ser percebida nos primeiros dias de vida.

 
A boa notícia é que a otoplastia, cirurgia plástica para correção da orelha de abano, pode ser feita ainda na infância. Segundo o cirurgião plástico Dr. Luiz Philipe Molina Vana, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a orelha de abano é uma deformidade estética que não afeta a audição, nem causa nenhum outro tipo de problema físico ou funcional.
 
“Porém, pode se transformar em um motivo para o bullying na idade escolar. O fato é que a orelha de abano aumenta o risco da criança ou do adolescente desenvolver transtornos psicológicos devido ao estigma e ao preconceito", reflete Dr. Molina.
 
Estudos já mostraram que o bullying é um fator de risco para desenvolver depressão, ansiedade e fobia social. Portanto, a orelha de abano não deve ser vista apenas como uma questão estética.
 
Otoplastia pode ser feita na infância 
Felizmente, é possível corrigir as orelhas de abano por meio de uma cirurgia plástica, a otoplastia. “A idade para realizar a otoplastia depende de alguns fatores. Mas, em geral, é possível corrigir a deformidade ainda na infância. O ideal é esperar até por volta dos sete anos, faixa etária em que as orelhas já estão totalmente formadas”, comenta o especialista.
 
Dr. Molina lembra ainda que é preciso considerar que é nesta idade, normalmente, que a fase escolar se inicia. “A entrada no ensino fundamental acontece por volta dos seis ou sete anos de idade. Nesta faixa etária, há um risco maior de a criança sofrer bullying ou ainda de apresentar problemas com sua autoimagem e autoestima”, diz o cirurgião.
 
Sem cicatrizes aparentes
O cirurgião plástico irá avaliar a deformidade, cujo diagnóstico precisa preencher alguns critérios. A orelha de abano é determinada por uma ou mais alterações anatômicas que devem ser avaliadas de forma individual. Isso irá contribuir para um resultado mais natural e harmônico.
 
"Além disso, a otoplastia também pode beneficiar pacientes que apresentam assimetria (diferença de posição/tamanho) significativa entre as orelhas”, explica Dr. Molina.
 
A boa notícia é que a otoplastia não deixa cicatrizes aparentes. “As incisões ficam escondidas atrás das orelhas, quase imperceptíveis. Em crianças é usada a anestesia geral. Já em adultos é usada a sedação leve com anestesia local, ou até mesmo apenas anestesia local. O tempo de internação é de cerca de 12 horas, ou seja, o paciente vai para casa no mesmo dia, caso não haja contraindicação”, cita o cirurgião plástico.
 
Há riscos?
Mas, vale lembrar que a otoplastia é uma cirurgia, portanto, apresenta riscos como qualquer outro procedimento. Entretanto, de acordo com a literatura, as complicações são raras.
 
“O mais comum é o inchaço (edema) e os hematomas (coleções de sangue). Porém, a recuperação é mais confortável se comparada a outras cirurgias plásticas. Os quadros de dor costumam ser leves e facilmente gerenciáveis com analgésicos comuns”, comenta Dr. Molina.
 
“Por fim, depois da retirada do curativo cirúrgico, o paciente irá usar uma faixa de compressão durante algum tempo. Isso é muito importante para manter as orelhas bem posicionadas. Os pontos são absorvidos pelo organismo e o resultado definitivo pode ser visto em torno de 12 semanas. Mas, quando retiramos o curativo, já é possível ter uma boa ideia da melhora da aparência das orelhas”, encerra o cirurgião plástico.
 
 
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por Yuri Lopes

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