Victor Santos
Goiânia –
O coreógrafo e diretor goiano Duda Paiva, radicado na Holanda, é um dos finalistas do prêmio Zwan, considerado o Oscar da dança. A Duda Paiva Company, companhia criada pelo artista, concorre com a obra Avatara na categoria de Melhor Espetáculo. A solenidade da premiação ocorrerá em outubro, na cidade de Maastricht, na Holanda.Imagem do espetáculo Avatara. (Foto: Reprodução)
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Duda Paiva com um dos bonecos utilizados nas apresentações (Foto: Reprodução/Instagram @dudapaiva5)
Sobre ser finalista de uma das mais conceituadas premiações de dança do mundo, Duda Paiva se mostra orgulhoso. A Duda Paiva Company divulgou, inclusive, trecho do parecer do júri sobre a obra: "Avatara tocou muito o júri. A mistura orgânica dos fantoches de Duda Paiva e dos dançarinos humanos do Illusionary Rockaz Company é totalmente convincente e é uma interpretação ideal da ideia de um alter ego autocriado. Os montadores deixam muito espaço para a individualidade de cada bailarino, e a interação com os bonecos é impressionante. Esses belos parceiros de dança feitos sob medida reforçam as características mais importantes do 'eu' autoconstruido e desafiam os dançarinos a sentir isso fisicamente".

Duda Paiva durante apresentação de Bruce Marie (Foto: Reprodução)
Apesar de estar com apresentações marcadas apenas fora do Brasil, Duda Paiva disse à reportagem do jornal A Redação que pretende se apresentar em Goiânia futuramente. "Uma performance que eu queria muito trazer a Goiânia se chama Blind (Cego, em inglês). Isso reflete muito a minha trajetória enquanto vivi aqui. Desde pequeno tenho um problema nos olhos e, pelo fato de aqui ser muito claro, sempre tive muita dificuldade de adaptação. Me mudar para a Holanda não foi só uma questão profissional, foi também uma questão de saúde. A Holanda é um país mais escuro e lá eu não forço tanto os meus olhos como forço aqui", revelou o coreógrafo.
O espetáculo Blind fala sobre a deficiência nos olhos que acomete Duda. A história conta sobre o medo de ficar cego e a busca por uma cura, misturando muitas religiões diferentes, tudo em uma linguagem teatral contemporânea.