Redação
Goiânia – O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Enil Henrique de Souza Filho, obteve resposta negativa à solicitação de empréstimo no valor de R$ 5,2 milhões encaminhada em 15 de julho ao presidente do Conselho Federal da Ordem, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. A negativa chama a atenção por indicar mais um indício de desequilíbrio financeiro na entidade goiana.
De acordo com o documento encaminhado à OAB nacional, há risco de a seccional goiana encerrar o ano com déficit de R$ 9 milhões. Dois fatos já apontam para o cenário de desajuste: o atraso, pela primeira vez na história da OAB-GO, no último mês, no pagamento dos salários dos servidores da entidade; e o atraso recorrente no repasse de duodécimo às subseções do interior do Estado.
A seccional goiana assume que há inadimplência. No documento encaminhado por Enil Henrique ao Conselho Federal solicitando autorização de empréstimo, a OAB-GO previa R$ 11,5 milhões de receitas no segundo semestre deste ano e se comprometeu com despesas que somam R$ 14,5 milhões, referentes à folha de pagamento e às manutenções da sede administrativa e do Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL).
Todavia, outras despesas sugerem um cenário mais agravante, incluindo obras já iniciadas e o custeio da Olimpíada da Advocacia Nacional, realizada no início de setembro, ao custo de R$ 455 mil. Somando-se os gastos, as despesas totais saltam para mais de R$ 20 milhões.
Em virtude dos graves indícios de desequilíbrio financeiro na atual gestão da seccional, Enil Henrique obteve pedido de empréstimo negado e recebeu como justificativa o descumprimento no repasse de valores ao próprio conselho, como a ausência de repasses obrigatórios neste ano à Caixa de Assistência aos Advogados de Goiás (Casag).