Sarah Mohn
Goiânia –
Os conselheiros seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) Alex Neder, Mauracy Andrade de Freitas e Jorge Jungamann Neto protocolaram na presidência nacional da entidade uma representação requerendo explicações e medidas legais cabíveis a respeito das possíveis dívidas financeiras existentes na seccional goiana. O documento data de 11 de maio deste ano e foi divulgado pelo promotor Fernando Krebs em suas redes sociais nesta quinta-feira (14/5).
O texto se sustenta com base nas declarações feitas pelo ex-presidente em exercício à época, Sebastião Macalé, no dia 4 de fevereiro deste ano, no plenário da OAB-GO. Na ocasião, Macalé afirmou que a OAB-GO possuía dívidas milionárias e imóveis ofertados em garantias. “Causou surpresa a nós requerentes e forte comoção na classe dos advogados do Estado de Goiás”, diz o requerimento.
A representação cita a publicação de matérias em veículos de comunicação goianos, contendo a declaração de Macalé sobre a existência de dívidas no valor de R$ 13,1 – sendo R$ 10 milhões a quantia principal e R$ 3,1 milhões referentes a juros. Critica ainda a prestação de contas realizada pelo atual presidente, Enil Henrique Filho, no dia 11 de fevereiro, por tê-la restringido ao Conselho Seccional.
"A prestação de contas de tudo deveria ser feita ao Conselho e à toda classe dos advogados do Estado de Goiás", diz a nota, pontuando que "embora tenha esclarecido alguns pontos, não atendeu ao anseio da classe, ficando muito ainda para ser esclarecido".
Alegando falta de transparência financeira e patrimonial na instituição, o documento solicita a realização de auditoria independente e externa nas contas da OAB-GO, bem como informações sobre as transações financeiras de repasses e operações de crédito entre a entidade e a Caixa de Assistência dos Advogados do Estado de Goiás (Casag).
Outro ponto levantado na representação se refere à destituição da conselheira Carla Sahium da Comissão de Conciliação de Mediação, Conciliação e Arbitragem, após ter assinado notificação e requerimento que pedia esclarecimentos sobre o endividamento da OAB-GO. “Foi sumariamente destituída, através de ofício, no qual o presidente fez questão de fazer constar expressamente que sua destituição estava ocorrendo por ter assinado a notificação e o requerimento (fato que segundo ele caracterizava ‘quebra de confiança’)”, atesta o documento.
Os arquivos da representação divulgada pelo promotor Fernando Krebs pdoem ser vistas em seu perfil no Twitter (twitter.com/promotorkrebs).