São Paulo – O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, H.R. McMaster, disse que a violência em Charlottesville, Virginia, pode ser definida como "terrorismo". Ele disse ao programa "This week" do canal ABC que sempre que se promove um ataque contra pessoas para incitar o medo, é terrorismo.
Uma pessoa morreu no sábado (12/8), quando a tensão aumentou, durante a manifestação da supremacia branca. H.R. McMaster disse que foi um ato criminoso contra os americanos. "Ato criminoso que pode ter sido motivado – e veremos o que está acontecendo na investigação – por ódio e fanatismo, que, como mencionei, temos que extinguir da nossa nação".
Dezenas de pessoas saíram às ruas em várias cidades da Califórnia na noite deste sábado, para protestar contra os nacionalistas brancos, após os casos de violência que surgiram em Charlottesville, no Estado da Vírginia.
Em Oakland, ativistas escutaram discursos e logo marcharam pacificamente, entoando palavras de ordem e carregando cartazes e bandeiras. Alguns dos manifestantes bloquearam a Rodovia Interestadual 580 antes de serem dispersados, conforme informou o jornal San Francisco Chronicle. Um dos participantes carregava um cartaz em que dizia: "Lamentamos pelo que são: supremacistas brancos".
Também em Los Angeles houve uma marcha contra os neofascistas, que foi menor, mas pacífica. Também aconteceram reuniões noturnas em San Francisco e em El Cajon, no condado de San Diego.
Os encontros, um tanto improvisados, foram em resposta aos acontecimentos de horas antes em Charlottesville, onde participantes de uma marcha de supremacistas brancos entrou em conflito com ativistas antirracismo. Uma mulher de 32 anos morreu e outras 19 pessoas ficaram feridas após James Alex Fields Jr., branco, de 20 anos, do Estado de Ohio, jogar seu carro contra a manifestação em favor dos direitos dos negros e de minorias religiosas.
Ao todo, foram registradas outras 15 pessoas feridas e as autoridades locais investigam ainda a morte de dois policiais, que estavam em um helicóptero que caiu perto da cidade. Apesar de ligarem essas duas mortes aos protestos, as autoridades não deixaram claro como os dois fatos estavam conectados.
A Polícia da Virgínia confirmou que o helicóptero pertencia à corporação e os mortos nesse acidente eram os policiais Jay Cullen e Burke M.M. Bates, que davam apoio aos agentes em solo.
(Agência Estado)