A Redação
Goiânia –
Profissionais e pesquisadores de todo o mundo convencionaram o mês de janeiro para observarmos, discutirmos e cuidarmos uns dos outros no que diz respeito à Saúde Mental, problema que acaba afetando um em cada quatro indivíduos do planeta. Para divulgar os serviços na área que são disponibilzados em Aparecida de Goiânia, a Prefeitura preparou um conteúdo especial sobre os transtornos mentais mais comuns e onde buscar tratamento no município; confira:
Transtornos mentais mais comuns:
Depressão: doença que afeta negativamente toda a vida da pessoa, como sente, age e pensa, com tristeza profunda, falta de energia e desvalorização;
Ansiedade: preocupação excessiva diante de alguma situação desconhecida ou estranha que acabam gerando pânico, transtornos obsessivos-compulsivos e estresses pós-traumáticos;
Esquizofrenia: doença crônica e grave que pode gerar alucinações e delírios, alterações de comportamento, pensamentos confusos e dificuldades de relacionar com outras pessoas;
Transtorno de humor (afetivo): alterações do humor ou de afeto que podem tanto ser de elevação quanto de depressão do humor acompanhadas de modificação das atividades normais da vida do individuo;
Dependência química: tolerância a substâncias químicas (tabaco, álcool, thc, crack ou cocaína). Transtorno mental grave que afeta o individuo como um todo, alterando seu modo de agir, pensar e sentir;
A Saúde Mental de Aparecida conta com cerca de 45 psicólogos que atendem em conjunto com equipes multiprofissionais nas diversas unidades da rede, responsáveis por mais de cinco mil atendimentos mensais. Se a pessoa apresentar qualquer um dos sintomas descritos acima e necessitar de ajuda profissional, deve ir ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Bem-Me-Quer), onde uma dessas equipes indicará o tratamento adequado dentro da rede municipal de saúde.
Em casos de Urgência, a pessoa com transtorno deve ser levada à Unidade de Pronto Atendimento Geraldo Magela (UPA Flamboyant), que oferece atendimento psiquiátrico 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Além das quatro modalidades diferentes de Caps (Bem Me Quer, Infantil, AD Adulto e AD Infanto Juvenil), a rede municipal também possui um Núcleo de Cuidados em Saúde Mental, responsável pelo acolhimento de casos não contempladas nas outras unidades, como transtorno do humor, ansiosos, psicoses.
Casos de violência contra a mulher, autoagressão ou qualquer tipo de violência envolvendo crianças e adolescentes registrados por profissionais que atuam nas unidades de saúde ou em escolas, são direcionados a esta equipe. Para a população em situação de rua é atendida pelo Consultório Na Rua, que atua de forma itinerante em um trabalho de atenção integral à saúde.
Para mais informações, os interessados podem ligar no número 3545-5969 / 9690 / 9106. Também podem utilizar o número 188, do Centro de Valorização à Vida (CVV) para obter auxílio em momentos de desespero.
A coordenadora da Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Carolina Sartori, avalia que durante todos os meses do ano é tempo para cuidar de si, do bem-estar e da qualidade de vida. “Para isso, pequenos hábitos considerados saudáveis, como a prática de esportes, ter um hobby, ter uma roda de amigos ou mesmo atos simples, como passear com seu cachorro fazem toda a diferença e acabam sendo essenciais para nos elevar a autoestima tão necessária para as batalhas do dia-a-dia. No entanto, quando aparecem sintomas como tristeza profunda, falta de energia, delírios e dificuldades de se relacionar; ou ainda a dependência química, existe uma série de serviços gratuitos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que têm ajudado muita gente” – pontua.
Carolina Sartori explica ainda sobre a importância de se confiar e de se utilizar como forma de auxílio os mecanismos da rede municipal de Saúde Mental disponíveis. Segundo ela os serviços são “um direito de todos e um dever do poder público”.
“Trata-se de um tema ainda pouco conhecido da maioria da população. Ao falar de Saúde Mental, não queremos falar apenas dos transtornos mais severos conhecidos por todos, queremos falar sobre bem estar, autocuidado, sobre as diversas possibilidades de se encontrar uma maneira de viver bem, promovendo o equilíbrio sobre as dificuldades que nos cercam. E esta quebra do paradigma de que adoecer é apenas para algumas pessoas e não para outras, é um dos grandes desafios”, completa.