Goiânia –
O poder legislativo tem atuado na criação e alterações de leis específicas para o setor empresarial. Entre as matérias em discussão no Congresso Nacional, tramita um projeto para criar regras transitórias às empresas em recuperação judicial.O projeto de lei ainda prevê a criação do Sistema de Prevenção à Insolvência, que pode ser aplicado a qualquer devedor, seja pessoa jurídica de direito privado, empresário individual, autônomo ou produtor rural. Desta forma, o devedor e os credores podem buscar a renegociação de forma extrajudicial e direta com base nos prejuízos econômicos e financeiros provocados pela covid-19.
Para o advogado Hanna Mtanios, especialista em Direito Empresarial, se faz necessário o papel do poder Legislativo na busca de mecanismos que auxiliem a reorganização financeira das empresas. “É sempre salutar que novas regras surjam e evoluam os institutos jurídicos, adequando às realidades do momento. No caso da pandemia, que mudou totalmente a condição do mercado, sou favorável a essa diferenciação das regras porque o momento que vivemos é diferente”, destacou Mtanios.

Advogado Hanna Mtanios / (Foto: Leo Iran)
No entanto, cada empresa ou empresário deverá se atentar às vantagens ou desvantagens de adesão das novas regras. “Não é por conta das novas legislações e alterações que o empresário deve buscar socorro no Judiciário. Ele deve buscar pelas dificuldades que passa”, comentou o advogado. Questionado sobre a possibilidade de que essas alterações provoquem um reflexo positivo na economia, Hanna relembrou o quanto a sociedade ganha com a manutenção das atividades empresariais.
“Com uma empresa fechada, aumenta o número de desempregados e o Estado, em geral, deixa de receber impostos, o que é ruim. Uma empresa preservada mantém a economia, naturalmente, mais ativa, o que é saudável para a economia em geral e para a recuperação econômica”, finalizou o advogado.