A Redação
A Justiça Federal em Goiás condenou 12 integrantes de uma quadrilha especializada em trazer equipamentos eletrônicos do Paraguai sem pagar impostos, para vender em Goiânia. O líder do grupo era Legrionário Bitencurt Assunção, proprietário da empresa Legri Informática (posteriormente Alegri Eletrônicos). Ele foi condenado a seis anos e seis meses de reclusão a serem cumpridos, inicialmente, em regime semiaberto. Os outros 11 envolvidos, inclusive familiares do empresário, tiveram pena inferior a quatro anos e cada um deverá pagar multa de 30 salários mínimos, além de prestar serviços à comunidade. A decisão é do juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal de Goiânia.
De acordo com o Ministério Público Federal em Goiás, a quadrilha funcionava nos moldes de uma empresa bem organizada e cada um dos integrantes possuía uma ou mais atribuições. Além de Legrionário, segundo divulgado, as investigações identificaram outras 16 pessoas no esquema. Para conferir suposta legalidade à empresa, o proprietário teria participado de leilões promovidos pela Receita Federal nos Estados, visando arrematar equipamentos de informática do mesmo modelo que os comprados no Paraguai.
Segundo a denúncia, Legrionário usava os autos de arrematação como notas fiscais de entrada dos produtos no País. Os crimes foram praticados, sistematicamente, até novembro de 2004, quando foi deflagrada a Operação Mascates. Conforme divulgado, por suas ações ilícitas, Legri tornou-se, em pouco mais de dez anos, o maior empresário do ramo de esquipamentos de informática de Goiânia.
*Com informações da assessoria do MPF