A Redação
Goiânia – A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) cumpriu, na manhã desta terça-feira (26/05) a decisão judicial proferida pelo 1º Juízo das Garantias da Comarca de Goiânia, no processo que resultou na Operação Pacto Oculto, da Polícia Civil de Goiás (PC-GO), na última quinta-feira (21/05). A ordem da juíza do caso determinou o afastamento cautelar de 16 pessoas da Companhia pelo prazo de 60 dias, além de outras medidas restritivas.
O presidente da Comurg, Cleber Aparecido Santos, acolheu integralmente o Parecer Jurídico da Coordenação de Assuntos Administrativos Externos e determinou, por meio de despacho, o bloqueio de crachás, senhas, logins, e-mails institucionais e acessos a todos os sistemas internos, inclusive o Sistema Eletrônico de Informações (SEI); o impedimento de acesso às dependências físicas da Comurg.
Ainda como parte das medidas, está o recolhimento de equipamentos, notebooks, celulares funcionais, tokens, chaves e documentos institucionais; a preservação integral de documentos, processos administrativos, registros de acesso e arquivos digitais relacionados aos investigados e o registro nos assentamentos funcionais exclusivamente como “afastamento cautelar por determinação judicial”.
A operação, conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Administração Pública (DECCOR), teve origem em notícia-crime apresentada pela própria presidência da Comurg. Na época, uma apuração administrativa identificou indícios de graves irregularidades na celebração de acordos extrajudiciais trabalhistas entre 2023 e 2024.
A Comurg informa que instaurou Processos Administrativos Disciplinares (PADs), que resultaram na demissão de 11 empregados após comprovação de irregularidades de conduta. A empresa fez o envio de documentos e informações à Polícia Civil de Goiás (PCGO), ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Goiás (OAB-GO).
“A atual gestão da Comurg não compactua com qualquer tipo de irregularidade. Fomos nós que identificamos as desconformidades e levamos o caso às autoridades competentes. O cumprimento da decisão judicial coaduna com o nosso compromisso de transparência e respeito com a coisa pública”, afirmou o presidente Cleber Aparecido Santos.
Em comunicado, a Comurg afirma que as atividades operacionais de limpeza urbana e serviços de urbanização seguem executadas normalmente, sem qualquer prejuízo à população de Goiânia.
