A Redação
Goiânia –
Uma comitiva de onze produtores e engenheiros agrônomos argentinos esteve na Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) para conhecer o laboratório de análises e saber um pouco mais sobre os processos envolvidos na cadeia produtiva do algodão goiano.
Representante da Bayer Crop Science/Fiber Max, Rogério Ferreira acompanhou a comitiva. Ele explica que os argentinos vieram conhecer a cadeia do algodão brasileiro para poderem melhorar o sistema produtivo no país. Em dois dias, a comitiva pôde realizar visitas e conversar com produtores, técnicos e profissionais envolvidos no beneficiamento, pesquisa e comércio da pluma.
Gerente do laboratório, Rhudson Assolari ficou encarregado de apresentar todo o sistema de análises realizado em Goiás. “Analisamos os índices de HVI, pegajosidade e classificação visual”, enumera. O gerente ressaltou ainda o novo sistema de climatização rápida, o que, conforme afirmou, “resolveu um antigo problema de climatização, que demorava 24 horas e hoje é feito em 30 minutos”.
Produtor e diretor da Agopa, Carlos Moresco apresentou um panorama geral da produção em Goiás para a comitiva argentina. Sua análise é a de que os desafios dentro das propriedades são muito parecidos nos dois países, mas que os vizinhos sul-americanos têm ainda outras dificuldades.
“O governo Macri é um problema adicional. Há ainda questões de mão-de-obra e trabalhistas a serem resolvidas; a rentabilidade e o custo de produção também dificultam; o crédito escasso e os juros altos completam a lista de obstáculos que os produtores argentinos têm que transpor”, diz.
Para Carlos Moresco, os argentinos estão em busca de novas tecnologias, mas não sabem se vale a pena investir em inovação. “Colocamos nosso ponto de vista sobre a importância de um planejamento para inovação, considerando as diversas variáveis que a produção de algodão carrega. Nós, produtores, nos entendemos bem, pois nossos problemas são muito parecidos”, finaliza.